A justiça amazonense finalmente deu o veredito para um dos casos que mais chocou a capital: os dois homens, de 21 e 31 anos, acusados de estuprar crianças e adolescentes com o objetivo deliberado de transmitir o vírus HIV, foram condenados a 20 anos de reclusão.
A sentença encerra um capítulo de impunidade e confirma a crueldade revelada em áudios e mensagens que mostravam o desprezo absoluto pelas vítimas.
O Perfil do Crime e a Condenação
Os réus foram condenados por uma série de crimes previstos no Código Penal e no Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA):
Associação Criminosa: Organização para a prática de delitos (Art. 288).
Crimes Digitais e Pornografia: Divulgação e posse de material pornográfico envolvendo menores.
Transmissão Deliberada: A investigação confirmou que a dupla trocava informações sobre como abusar das vítimas com o intuito de “carimbar” (transmitir o vírus HIV).
Reviravoltas e Provas Irrefutáveis
O caso teve início em 2022, após uma denúncia anônima vinda de uma assistência técnica de celulares, mas só ganhou corpo em 2023 com o apoio da Polícia Federal.
“Essa operação foi exitosa no sentido de confirmar a autoria. Eles de fato são os interlocutores dessas conversas absurdas”, afirmou a delegada Joyce Coelho, que conduziu as investigações pela Depca.
A trajetória até a sentença não foi simples. Em maio de 2024, os suspeitos chegaram a ser soltos devido a um erro de prazo na prisão temporária pela Polícia Civil, gerando revolta na população. No entanto, a justiça agiu rápido com um novo pedido de prisão preventiva, mantendo-os atrás das grades até o julgamento final.
Detalhes da Investigação
Início: Denúncia anônima sobre diálogos de estupros em um celular levado para conserto.
Provas: Laudos do Instituto de Criminalística confirmaram vídeos e prints de abusos e pornografia infantil nos aparelhos dos réus.
Crueldade: As mensagens revelaram que os condenados se orgulhavam de transmitir o vírus PVHA (Pessoa Vivendo com HIV/Aids) para as crianças.
A expectativa agora é que a pena seja cumprida integralmente em regime fechado, trazendo um pouco de paz para as famílias afetadas.






