Manaus | 27 de outubro de 2026 | 15:23:28

Britânica está há cinco anos sem conseguir urinar naturalmente

A britânica Kirstie Scothern, de 29 anos, enfrenta há cinco anos uma condição que a impede de urinar naturalmente. O problema começou de forma repentina, em 2021, após uma forte crise de enxaqueca, e mudou completamente sua rotina.

Na ocasião, exames hospitalares identificaram aproximadamente 2,5 litros de urina retidos em sua bexiga, um volume muito acima da capacidade habitual do órgão, que geralmente comporta cerca de 400 a 600 mililitros em adultos.

Desde então, Kirstie precisa utilizar sondas várias vezes ao dia, inclusive durante a madrugada, para conseguir esvaziar a bexiga. A dependência do procedimento faz parte de sua rotina diária.

Uma das hipóteses investigadas para explicar o quadro é a síndrome de Fowler, uma condição rara que pode afetar mulheres jovens e provocar retenção urinária crônica. Até o momento, porém, não há confirmação de que essa seja a causa definitiva do problema da britânica.

A síndrome está relacionada a alterações no funcionamento do esfíncter uretral, músculo responsável por controlar a saída da urina. Quando há dificuldade de relaxamento, o esvaziamento da bexiga pode ser prejudicado.

Entre os possíveis sintomas estão dificuldade para urinar, retenção urinária, desconforto na região pélvica e infecções urinárias recorrentes.

O tratamento depende da avaliação médica e pode incluir o uso de cateteres para esvaziar a bexiga. Em casos selecionados, a neuromodulação sacral, procedimento que utiliza estímulos elétricos para auxiliar o funcionamento dos nervos envolvidos no controle urinário, também pode ser considerada.

O caso chama a atenção para os impactos de condições urinárias raras e para a importância da investigação médica diante de alterações persistentes no funcionamento da bexiga.

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