Aos 26 anos, Tamara Klink se tornou a primeira mulher a passar o inverno sozinha no Ártico. A jovem navegadora brasileira partiu da França em seu barco e ancorou na Groenlândia, onde enfrentou 8 meses de isolamento enquanto esperava o derretimento das águas congeladas.
Durante esse período desafiador, Tamara sobreviveu com comida enlatada e derretendo gelo para se manter limpa. Em um episódio dramático, ela caiu na água gelada ao pisar em um bloco de gelo quebradiço durante um passeio, mas conseguiu se salvar. “Eu não tive medo, eu não tive dor, eu não tive frio. Eu comecei a me arrastar, me puxar, a criar buracos no gelo podre para ter lugares onde me prender. E aos pouquinhos, eu consegui me arrastar”, relembrou Tamara.
Para se preparar para a jornada, Tamara fez treinamentos de sutura, caso sofresse um ferimento, e de tiro, para se defender de possíveis ataques de ursos polares. A preparação cuidadosa foi crucial para enfrentar os riscos inerentes ao ambiente hostil do Ártico.
Tamara Klink é filha do famoso navegador brasileiro Amyr Klink, que foi a primeira pessoa a cruzar o Atlântico Sul em um barco a remo. Seguindo os passos do pai, Tamara já havia recriado esse feito anteriormente. Sua aventura no Ártico não apenas reforça seu legado familiar de exploração e coragem, mas também estabelece um novo marco na história da navegação e da resistência humana em condições extremas.










