Você pagaria o equivalente a mais de 5 salários mínimos por um celular? Pois é exatamente essa a realidade de quem quer comprar o novo iPhone 17 no Brasil. De acordo com dados do portal de estatísticas Statista, o país tem o segundo iPhone mais caro do mundo, atrás apenas da Turquia.
Por aqui, o modelo mais básico do iPhone 17 (com 256 GB de memória) está custando R$ 7.999, o que equivale a cerca de US$ 1.509 com a cotação do dia 16 de setembro de 2025. Na Turquia, o valor chega a US$ 1.889. Para comparação, o mesmo aparelho custa apenas US$ 799 nos Estados Unidos, menos da metade do valor praticado no Brasil.

Impostos, câmbio e instabilidade
O preço elevado no Brasil é reflexo de uma combinação de fatores: impostos altos sobre eletrônicos, custo de importação, tarifas de distribuição e variações cambiais. No caso da Turquia, a situação é ainda mais extrema devido a taxas pesadas sobre produtos considerados de luxo e a instabilidade da moeda local.
Mas o preço absoluto em dólares não é o único fator chocante.
Quanto tempo de trabalho custa um iPhone?
Se o valor já assusta, o número de horas de trabalho necessárias para comprar um iPhone é ainda mais revelador e desigual.
No Brasil, um trabalhador precisa de 409 horas de trabalho para comprar o modelo básico do iPhone 17. Isso coloca o país entre os cinco piores do mundo nesse quesito.
Para quem sonha com o iPhone 17 PRO Max, o número sobe ainda mais. No Brasil, são 639 horas de trabalho necessárias para comprar o modelo top de linha. No topo da lista, os indianos precisariam trabalhar 1.749 horas para levar o aparelho mais caro da Apple.
O preço em salários mínimos
O valor de R$ 7.999 representa mais de 5 salários mínimos brasileiros, considerando o piso atual de R$ 1.512, o que reforça a inacessibilidade do produto para grande parte da população.
O “luxo” de ter um iPhone no Brasil
Apesar de ser um dos maiores mercados consumidores de smartphones no mundo, o Brasil continua sendo um dos lugares mais caros para se comprar produtos da Apple. O iPhone, que em muitos países é um item de uso comum, por aqui ainda representa um símbolo de status e privilégio.
E com os preços cada vez mais altos, a pergunta que fica é: até quando o consumidor brasileiro vai aceitar pagar tanto por um aparelho?





