O Brasil ultrapassou a marca de 100 casos suspeitos de intoxicação por metanol. A informação foi confirmada pelo ministro da Saúde, Alexandre Padilha, em entrevista nesta sexta-feira (3). Ao todo, já são 113 casos sob investigação em todo o país, levantando um alerta nacional sobre o uso e consumo inadequado da substância.
De acordo com o ministro, os casos estão distribuídos em cinco estados São Paulo, Pernambuco, Bahia, Paraná e Mato Grosso do Sul, além do Distrito Federal. Ainda não há confirmação oficial de mortes relacionadas à contaminação, mas as autoridades de saúde monitoram de perto a situação.
O metanol é um álcool altamente tóxico, comumente utilizado como solvente industrial e em combustíveis. Quando ingerido, inalado ou absorvido pela pele em quantidades mínimas, pode causar efeitos graves à saúde, incluindo cegueira, falência renal, danos neurológicos e até a morte. A ingestão acidental ou proposital de bebidas adulteradas com metanol tem sido uma das principais suspeitas nas investigações.
Alerta para consumo de bebidas de origem desconhecida
A possível contaminação por metanol reacende o alerta sobre os riscos do consumo de bebidas alcoólicas de origem duvidosa ou sem procedência fiscal comprovada. O Ministério da Saúde, em conjunto com as secretarias estaduais, já iniciou ações de investigação e vigilância epidemiológica para identificar a origem dos produtos contaminados e frear a disseminação de novas ocorrências.
“Estamos acompanhando os casos com muita atenção. O uso de metanol de forma inadequada, principalmente em produtos consumidos pela população, representa um risco gravíssimo. Reforçamos o alerta para que a população evite consumir bebidas sem registro ou vendidas irregularmente”, afirmou o ministro Alexandre Padilha.
Medidas em andamento
O governo federal estuda medidas emergenciais para conter novos casos, entre elas:
A intensificação da fiscalização de bebidas alcoólicas em feiras, comércios informais e distribuidoras;
A coleta e análise de amostras dos produtos suspeitos;
A articulação com órgãos como a Anvisa, o Ministério da Justiça e secretarias estaduais de Saúde e Segurança Pública para investigar e responsabilizar os envolvidos na distribuição de produtos adulterados.
A população é orientada a procurar imediatamente atendimento médico ao apresentar sintomas como visão turva, náuseas, tontura, dor de cabeça intensa, dificuldade para respirar ou perda de consciência após o consumo de bebidas alcoólicas.
O Ministério da Saúde deve divulgar boletins periódicos com a atualização dos números e dos desdobramentos das investigações.





