O Brasil alcançou neste sábado, 7 de setembro, um marco histórico nos Jogos Paralímpicos de Paris 2024, ao conquistar seu maior número de medalhas em uma única edição do evento. Com 77 medalhas já confirmadas — superando os 72 pódios das edições do Rio 2016 e Tóquio 2020 — e com mais quatro garantidas no judô, o país já soma 81 medalhas, consolidando a maior campanha paralímpica de sua história.
Até o momento, o Brasil contabiliza 19 medalhas de ouro, 24 de prata e 34 de bronze. O recorde foi quebrado com a conquista de duas medalhas nos 200m da classe T37 (paralisados cerebrais), com Ricardo Mendonça levando a prata e Christian Gabriel o bronze. Antes, Rayane Soares já havia garantido ouro nos 400m T13, ajudando o Brasil a encerrar a sexta-feira com 70 pódios.
A trajetória paralímpica brasileira começou em 1976, em Toronto, quando o país conquistou sua primeira medalha: uma prata no Lawn Bowls, esporte semelhante à bocha, com Robson Almeida e Luiz Carlos Costa.
No domingo, 1 de setembro, o paulista André Rocha conquistou o bronze no lançamento de disco da classe F52 (atletas que competem em cadeiras de rodas), marcando a 400ª medalha paralímpica do Brasil. Já neste sábado, o país atingiu a marca de 450 medalhas com o ouro da halterofilista Mariana D’Andrea.
Halterofilismo
Mariana D’Andrea, de 26 anos, conquistou o bicampeonato paralímpico no halterofilismo, na categoria até 73kg, ao levantar 148kg, estabelecendo um novo recorde paralímpico. Ela superou a uzbeque Ruza Kuzieva, que levantou 147kg, e a turca Sibel Cam, que ficou com o bronze ao levantar 120kg.
Atletismo
Rayane Soares, de 27 anos, tornou-se campeã paralímpica nos 400m da classe T13 (deficiências visuais), quebrando o recorde mundial da prova com o tempo de 53s55, superando a marca anterior, que durava desde 1995. A prata foi para Lamiya Valiyeva, do Azerbaijão, e o bronze para a portuguesa Carolina Duarte.
Nos 200m da classe T37, o Brasil celebrou um pódio duplo, com Ricardo Mendonça levando a prata e Christian Gabriel o bronze. No salto em distância T13, Paulo Henrique dos Reis, em sua estreia nos Jogos, garantiu o bronze com a marca de 7,20m, sua melhor da temporada.
Wallison Fortes, do Rio Grande do Sul, avançou para a final dos 200m T64 (amputados de membros inferiores com prótese), enquanto Eduardo Pereira, em sua estreia paralímpica, ficou em sexto lugar no arremesso de peso F34.
Judô
O judô brasileiro também garantiu grande sucesso, com quatro atletas classificados para as finais neste sábado. Marcelo Casanova ainda disputa o bronze na categoria até 90kg da classe J1 (cegos totais), o que pode aumentar o número de medalhas do Brasil na modalidade.
Além das medalhas já garantidas, Alana Maldonado (ouro na categoria até 70kg da classe J2), Brenda Freitas (prata na categoria até 70kg da classe J1) e Rosicleide Andrade (bronze na categoria até 48kg da classe J1) já haviam brilhado no tatame de Paris.
Canoagem
Na canoagem, o Brasil conquistou duas medalhas neste sábado. Luís Carlos Cardoso garantiu a prata nos 200m da classe KL1, repetindo o feito de Tóquio 2020. Ele completou a prova em 46s42, atrás apenas do húngaro Peter Kiss, que quebrou o recorde paralímpico. Miqueias Rodrigues, em sua estreia, conquistou o bronze nos 200m da classe KL3, com o tempo de 40s75.
Esses feitos consolidam a campanha histórica do Brasil nos Jogos Paralímpicos de Paris 2024, reafirmando o país como uma potência esportiva no cenário paralímpico mundial.






