O asfaltamento da BR-319, única ligação terrestre do Amazonas com o restante do Brasil, voltou a ser alvo de polêmica jurídica neste final de semana. O governador interino, Roberto Cidade, manifestou-se contrariamente à ação movida pela ONG Observatório do Clima, que busca impedir na Justiça o início das obras no chamado “trecho do meio”.
Embate Jurídico e Ambiental
Em declaração oficial, Cidade classificou a movimentação como uma tentativa de “travar” o desenvolvimento estratégico do estado. O governador defendeu que o projeto atual possui as condições técnicas necessárias para avançar, unindo a necessidade logística à responsabilidade ecológica.
“O Governo do Amazonas vai unir forças e buscar caminhos para que essa obra aconteça de forma sustentável. Desenvolvimento e preservação não são caminhos opostos”, afirmou o gestor.
Compromisso com a Fiscalização
Para rebater as críticas sobre os impactos ambientais, o governo estadual reforçou que a estratégia para a rodovia prevê:
Fiscalização rigorosa: Monitoramento constante para evitar o desmatamento ilegal nas margens da estrada.
Planejamento sustentável: Diálogo com órgãos federais para garantir que o asfaltamento siga normas ambientais rígidas.
Integração Regional: Foco na redução do isolamento logístico que afeta o custo de vida e o transporte de insumos no estado.
A BR-319 vive um histórico imbróglio judicial que se arrasta por décadas, sendo este novo capítulo decisivo para o cronograma de obras previsto para este semestre.






