O governo Biden deu início, nesta segunda-feira (23), a uma investigação comercial focada em semicondutores de “legado” fabricados na China, um movimento que pode resultar em um aumento nas tarifas sobre chips chineses utilizados em uma variedade de produtos, de automóveis a equipamentos de telecomunicações e eletrodomésticos.A investigação, sob a Seção 301, foi lançada a apenas quatro semanas da posse do presidente eleito Donald Trump, e será concluída pela administração que assumirá em janeiro de 2025. A medida visa avaliar o impacto dos chips chineses “legado”, componentes essenciais em diversos setores industriais, mas que são considerados menos avançados tecnologicamente.
O resultado dessa investigação pode resultar em um novo conjunto de tarifas sobre os semicondutores, afetando uma cadeia de suprimentos global já marcada por tensões comerciais entre os Estados Unidos e a China.
A decisão sobre a possível aplicação de tarifas será deixada para o novo governo, mas a investigação já sinaliza a continuidade da pressão sobre a indústria de tecnologia chinesa.
A medida é vista como uma tentativa do governo Biden de ajustar as políticas comerciais para lidar com o crescente domínio da China no setor de semicondutores, enquanto se prepara para o próximo capítulo nas relações comerciais entre os dois países.





