Avanços tecnológicos ajudaram a tornar viáveis as viagens aéreas de curta distância.
Chris Caputo estava na pista do Aeroporto Internacional de Burlington, em Vermont, nos Estados Unidos, no início de outubro e olhou para as nuvens que estavam longe. Ele pilotou aeronaves militares e comerciais ao longo de sua carreira acumulando milhares de horas de voo, mas a viagem que estava prestes a fazer seria muito diferente.
Isso porque o avião que Caputo iria voar funciona com baterias. Nos 16 dias seguintes, ele e seus colegas pilotaram o avião, um CX300 construído pela Beta Technologies, pela Costa Leste. Eles fariam quase duas dúzias de paradas para descansar e recarregar energias, voando pelo espaço aéreo congestionado de Boston, Nova York, Washington e outras grandes cidades americanas.
Quando a viagem terminou na Flórida, Beta entregou o avião à Força Aérea, que fará experiências nos próximos meses. A viagem ofereceu uma visão de como poderá ser a aviação daqui a alguns anos — com os céus repletos de aeronaves que não emitem gases de efeito estufa que estão aquecendo perigosamente a Terra.
— Estamos fazendo um trabalho realmente significativo para o nosso estado, o nosso país e o planeta — disse Caputo — É difícil não querer fazer parte disso.






