O uso do medicamento Mounjaro (tirzepatida), indicado para diabetes tipo 2 e também utilizado para emagrecimento, tem gerado alertas de autoridades de saúde, como a MHRA do Reino Unido e a Anvisa, devido a possíveis riscos associados ao tratamento.
Entre os principais pontos de atenção está o risco de pancreatite aguda, uma inflamação do pâncreas que, embora rara, pode ser grave. Casos vêm sendo monitorados por agências internacionais em pacientes que utilizam medicamentos da mesma classe.
Os sintomas de alerta incluem dor abdominal intensa e persistente, que pode irradiar para as costas, além de náuseas e vômitos. A orientação é que, diante desses sinais, o uso do medicamento seja interrompido imediatamente e o paciente procure atendimento médico.
Apesar da gravidade, estudos indicam que a ocorrência é considerada rara, com incidência estimada entre 0,32% e 0,39% dos pacientes, índice semelhante ao observado em grupos que não utilizam o medicamento.
Outro fator importante envolve a interação com outros medicamentos. O Mounjaro pode retardar o esvaziamento do estômago, o que pode alterar a absorção de remédios administrados por via oral.
Além disso, o uso combinado com insulina ou medicamentos da mesma classe pode aumentar o risco de hipoglicemia. Já anticoncepcionais orais podem ter sua eficácia reduzida, especialmente no início do tratamento ou após aumento de dose.
O medicamento também não é indicado para pessoas com histórico pessoal ou familiar de câncer medular de tireoide ou síndrome de neoplasia endócrina múltipla tipo 2.
Especialistas reforçam que, apesar dos alertas, o medicamento é considerado eficaz e seguro para a maioria dos pacientes, desde que utilizado com acompanhamento médico adequado e atenção aos sinais do organismo.





