A qualidade da água do Rio Sena tem sido um dos principais pontos de discussão nas Olimpíadas de Paris. Na quarta-feira (7), o comitê organizador confirmou a realização da maratona aquática feminina de 10 km, que ocorreu na quinta-feira (8). Durante a prova, uma imagem emblemática chamou atenção: atletas nadando perto de uma saída de esgoto.
As imagens revelaram a sujeira no Rio Sena, e a situação gerou preocupações. No entanto, a competição foi autorizada após o comitê organizador e a World Aquatics, o órgão regulador da natação, garantirem que os últimos testes de qualidade da água estavam dentro dos padrões permitidos. Vale destacar que diversos treinos foram cancelados devido ao nível de contaminação do rio.
Na mesma quarta-feira, o Comitê Olímpico de Portugal relatou que dois atletas do país apresentaram sintomas de infecção gastrointestinal após competirem nas provas de triatlo no Rio Sena. Além disso, a triatleta belga Claire Michel e o suíço Adrien Briffod também relataram problemas de saúde após nadarem no Sena durante as competições de triatlo. Em resposta, o Comitê Olímpico Belga decidiu não participar da prova de triatlo misto.
As atletas brasileiras Ana Marcela Cunha e Viviane Jungblut participaram da maratona aquática feminina e terminaram em quarto e 11º lugar, respectivamente. Em entrevista, ambas afirmaram não ter notado anormalidades na água, mas adotaram precauções.
“Algumas pessoas saíram se sentindo mal e até um pouco enjoadas. Eu não senti cheiro nem nada. Vamos esperar para ver nos próximos dias. Acreditamos na organização e não acho que eles comprometeriam a saúde dos atletas. É seguir em frente e focar na competição”, declarou Ana Marcela após a prova.





