Mais um ataque brutal reacendeu o alerta sobre os riscos da criação irresponsável de cães da raça pitbull, conhecida por sua força, agressividade e histórico recorrente de ataques fatais. A vítima da vez foi um poodle de pequeno porte, morto por dois pitbulls soltos na frente do Cemitério Nossa Senhora de Fátima.
O tutor do poodle assistiu, desesperado, ao ataque, sem conseguir impedir a tragédia. Testemunhas relataram que os pitbulls estavam sem focinheira, coleira ou guia, circulando livremente pelas ruas do bairro. Um deles foi contido por moradores, mas o outro escapou e ficou transitando pela rua sem rumo. A cena foi descrita como violenta e covarde, causando revolta entre os presentes.
Todos os dias, novas vítimas, pessoas, crianças e animais. Até quando as autoridades vão se calar? Até quando tutores irresponsáveis não serão punidos?
A raça e suas características
O American Pit Bull Terrier, ou simplesmente pitbull, foi desenvolvido para combates entre animais. É um cão de alta potência física, mandíbula forte, resistência à dor e comportamento territorial. Embora defensores da raça aleguem que “o problema é o dono”, os números mostram o contrário: a maioria dos ataques fatais registrados no Brasil nos últimos 10 anos envolvem pitbulls.
A questão aqui não é preconceito é prevenção. Sim, a raça é naturalmente mais agressiva, dominante e imprevisível. E isso exige responsabilidade redobrada por parte dos tutores e regras específicas para circulação em áreas públicas.
Impunidade e omissão
Mesmo com mortes constantes de crianças, idosos, cães e até adultos saudáveis as autoridades seguem omissas. Não há uma lei federal que imponha regras rígidas para a posse de pitbulls, e muitas cidades ignoram o risco, permitindo que esses animais andem nas ruas sem focinheira, sem guia adequada e, em alguns casos, até desacompanhados.
A população, por sua vez, vive sob ameaça silenciosa: quem será a próxima vítima?
Um apelo urgente
É hora de dar um basta. O poder público precisa agir com urgência:
Criar leis específicas para raças consideradas potencialmente perigosas;
Exigir registro, vacinação, uso obrigatório de focinheira, guias curtas e condutores maiores de idade capacitados;
Aplicar punições duras: multas altas, apreensão dos animais e processos criminais em caso de ataques;
Investir em campanhas de conscientização com foco em responsabilidade e prevenção.
Não é mais possível aceitar desculpas. O número de vítimas só cresce e a omissão também mata.







