Manaus | 15 de agosto de 2026 | 04:06:30

Ataque a facadas em Haifa deixa um morto e quatro feridos

Um ataque a facadas na estação central de ônibus de Haifa, no norte de Israel, deixou um morto e quatro feridos nesta segunda-feira (3 de março) . A polícia israelense informou que trata o caso como um atentado terrorista, e o agressor – um homem de 20 anos com cidadanias israelense e alemã – foi morto no local por um agente de segurança . Este foi o primeiro ataque com vítima fatal em território israelense desde a trégua estabelecida com o grupo Hamas após a recente escalada de conflito na Faixa de Gaza .

A vítima fatal é um homem de aproximadamente 60 anos. Entre os feridos estão um homem e uma mulher na faixa dos 30 anos e um adolescente de 15, todos em estado grave, além de uma mulher de 70 anos com ferimentos moderados . Equipes de emergência socorreram os feridos, que foram levados a hospitais da região. Mais tarde, médicos informaram que o adolescente passou por cirurgia e se recupera em estado estável na unidade de terapia intensiva, enquanto os demais feridos evoluíram para condição moderada .

O ataque ocorreu na área de embarque da estação central de Haifa. Segundo relatos, o agressor desembarcou de um ônibus e imediatamente passou a esfaquear pessoas que aguardavam na plataforma . Armado com uma faca, ele atingiu três pessoas de forma indiscriminada e então seguiu em direção a um posto de controle de segurança, onde atacou um idoso com uma facada no pescoço antes de ser neutralizado a tiros pelo segurança da estação . Testemunhas afirmam que o homem gritava “Allahu Akbar” (“Deus é grande”, em árabe) enquanto desferia os golpes contra as vítimas .

O suspeito foi identificado como Yitro Shaheen, um israelense de origem drusa, natural da cidade de Shefa-’Amr (norte de Israel), que possuía cidadania alemã . De acordo com autoridades de segurança, ele teria passado os últimos meses no exterior e retornado ao país cerca de uma semana antes do ataque . As forças policiais isolaram a área e vasculharam os arredores para garantir que ele havia agido sozinho, segundo informou o comissário Denny Levy . “O ataque ocorreu no início do Ramadã, período em que nossas forças já estavam em alerta máximo”, ressaltou Levy, indicando que medidas de segurança especiais haviam sido adotadas devido à data . A investigação sobre as circunstâncias e motivações do crime está em andamento, e até o momento não há informação de envolvimento de outros suspeitos.

As autoridades israelenses reagiram prontamente ao incidente. O ministro interino da Segurança Nacional, Haim Katz, declarou que “os próximos dias serão desafiadores” e pediu à população que se mantenha vigilante, reportando qualquer indivíduo suspeito sem hesitação . O primeiro-ministro Benjamin Netanyahu condenou o ataque, expressou condolências à família da vítima fatal e desejou pronta recuperação aos feridos . Integrantes da oposição também se manifestaram: o deputado Yair Golan criticou a atuação do governo, afirmando que o episódio “ilustra o profundo fracasso do governo de direita, [que] não protege a segurança de seus cidadãos porque está ocupado com a sobrevivência política” . Por sua vez, o parlamentar Hamed Amar, do partido Yisrael Beytenu – ele próprio membro da comunidade drusa – enfatizou que o atentado não representa a comunidade drusa de Israel, grupo etno-religioso cuja maioria dos integrantes serve nas Forças Armadas israelenses e permanece leal ao país .

Autoridades internacionais também se pronunciaram. O embaixador da Alemanha em Israel, Steffen Seibert, condenou aquilo que classificou como um “covarde ataque terrorista” em Haifa, declarando que “pessoas de ambos os lados devem se posicionar contra crimes tão indefensáveis” . A declaração reflete a preocupação da comunidade internacional com a escalada de episódios de violência na região.

Situação de segurança na região

O ataque em Haifa ocorre em um contexto de aumento das tensões na região. Na semana passada, no dia 27 de fevereiro, catorze pessoas ficaram feridas quando um veículo avançou deliberadamente contra pedestres em um ponto de ônibus no cruzamento de Karkur, no norte de Israel . Entre as vítimas desse atropelamento em massa estava uma jovem de 17 anos, que ficou em estado crítico, além de outras duas pessoas gravemente feridas . O motorista suspeito foi morto a tiros no local, e a polícia o identificou como um palestino de 53 anos oriundo de Jenin, na Cisjordânia ocupada, que vivia ilegalmente em Israel . Segundo as autoridades, após colidir com a parada de ônibus, ele tentou fugir e chegou a esfaquear um policial antes de ser neutralizado . A investigação indicou se tratar de mais um ataque terrorista intencional, agravando o clima de alerta no país.

Paralelamente, Israel conduz uma grande operação militar no norte da Cisjordânia – a primeira em duas décadas a empregar tanques na região – com o objetivo de desmantelar redes militantes . Essa ofensiva, iniciada logo após um cessar-fogo na Faixa de Gaza, já resultou em confrontos intensos e no deslocamento de mais de 40 mil palestinos de áreas de conflito . Além disso, em fevereiro, três explosões atingiram ônibus no subúrbio de Bat Yam, ao sul de Tel Aviv, em uma tentativa de atentado que, felizmente, não deixou vítimas . Outro artefato explosivo foi encontrado e desativado em um ônibus na cidade vizinha de Holon, e dois suspeitos israelenses foram detidos na ocasião .

Diante desse cenário, as forças de segurança israelenses mantêm alerta máximo em todo o país. O início do mês sagrado do Ramadã, tradicionalmente um período de maior sensibilidade na região, contribui para o reforço das medidas de vigilância . As autoridades têm apelado à calma da população e à cooperação no relato de qualquer atividade suspeita, enquanto monitoram de perto possíveis desdobramentos após o ataque em Haifa. Todas as ações visam prevenir novos incidentes e preservar a segurança em meio a um clima de tensão crescente.

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