Manaus | 31 de julho de 2026 | 14:56:00

Aprovação de Lula despenca e atinge pior nível, aponta Datafolha

presidente lula. foto: andre borges

A nova pesquisa do instituto Datafolha, divulgada nesta sexta-feira (14), mostra que a aprovação do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) caiu de 35% para 24% em dois meses, atingindo o pior patamar de todos os seus três mandatos. Ao mesmo tempo, a reprovação disparou de 34% para 41%, um recorde desde que ele reassumiu a Presidência.

O levantamento foi realizado entre os dias 10 e 11 de fevereiro de 2025, com 2.007 entrevistados em diferentes regiões do país. A margem de erro da pesquisa é de dois pontos percentuais para mais ou para menos.

Além da queda na aprovação e do aumento da rejeição, 32% dos entrevistados consideram o governo regular, um crescimento em relação aos 29% registrados em dezembro de 2024.

Crises no governo e impacto na popularidade

A queda expressiva na popularidade de Lula ocorre em meio a sucessivas crises enfrentadas pelo governo, sendo a polêmica sobre o uso do Pix uma das mais emblemáticas. A crise econômica, com inflação persistente e dificuldades no crescimento do país, também tem impactado a percepção popular sobre a gestão.

Especialistas apontam que a insatisfação com a condução da economia e as dificuldades na articulação política têm influenciado diretamente os índices de reprovação. A frustração com promessas não cumpridas e o desgaste na relação com o Congresso também são fatores que pesam contra o presidente.

Perfil da aprovação e reprovação

A pesquisa revela variações significativas na avaliação do governo conforme o perfil dos entrevistados:

  • A reprovação é maior entre homens, pessoas com maior renda, evangélicos e moradores do Sul e Sudeste.
  • A aprovação é maior entre mulheres, eleitores de baixa renda, moradores do Nordeste e pessoas com menor escolaridade.

No comparativo histórico, Lula apresentava índices de aprovação mais elevados nos mesmos períodos de seus governos anteriores. No primeiro mandato, a aprovação era de 45%, e no segundo, chegava a 70%, contrastando com os 24% registrados atualmente.

Expectativas para o futuro do governo

A pesquisa também questionou os eleitores sobre suas expectativas para o restante do mandato:

  • 38% acreditam que o governo será ótimo ou bom;
  • 34% preveem que será ruim ou péssimo;
  • 25% esperam uma gestão regular.

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