Atriz Regina Duarte aceita participar de uma ”fase de testes” na Secretaria Especial de Cultura e diz que está ”noivando” com a gestão Jair Bolsonaro. Ela virá a Brasília nesta quarta-feira (22/1) para conhecer a estrutura da pasta e, eventualmente, montar a equipe.
A atriz Regina Duarte fala em período de “testes” na Secretaria Especial de Cultura, mas o governo não está preocupado com o termo. Nesta segunda-feira (20/1), em conversa no Aeroporto Santos Dumont, no Rio de Janeiro, ela mesma confirmou ao presidente Jair Bolsonaro e ao ministro-chefe da Secretaria de Governo, Luiz Eduardo Ramos, que daria entrada na solicitação de rescisão contratual com a TV Globo. O atual vínculo iria até junho, mas ela manifestou o desejo de embarcar no projeto e abraçar a política cultural.
Muito se especulou dentro da ala bolsonarista do PSL e no próprio Palácio do Planalto que o governo poderia promover uma reestruturação na Esplanada dos Ministérios e voltar a Secretaria Especial de Cultura ao antigo status, de ministério. Na conversa entre Bolsonaro, Ramos e Duarte, isso não entrou em pauta. A intérprete da Viúva Porcina na novela Roque Santeiro chegou a brincar com a ideia, dizendo “quem dera fosse ministra”, mas em tom descontraído. Em nenhum momento, colocou isso a sério, como um pedido ou barganha para assumir o posto, disse um assessor.
Tampouco preocupou o Executivo a ideia de um “período de testes”. “É lógico, ela aceitou, mas ainda quer conhecer a pasta e tomar pé de toda a estrutura organizacional”, explicou um interlocutor governista. Não é para menos o interesse de Regina Duarte.
Ela será a responsável pela gestão de seis secretarias, seis escritórios regionais e sete entidades vinculantes, sendo quatro fundações e três autarquias, como a Agência Nacional do Cinema (Ancine).
Regina Duarte vem a Brasília nesta quarta-feira (22/1) para conhecer a estrutura e conversar com técnicos da pasta. Somente depois de estar a par de tudo começará a montar sua equipe. A atriz deverá se reportar diretamente a Bolsonaro. “Ela está vindo para realizar um projeto em uma área que ama. Está muito bem consciente da relevância do cargo e convencida da importância disso para o Brasil”, destacou o interlocutor. Em nota, a Secretaria Especial de Comunicação Social (Secom) informou que a atriz admite estar “noivando” com o governo. Bolsonaro, por sua vez, reforçou a analogia.
Fiquei noivo da Regina Duarte. Tivemos uma conversa, foi bacana”, afirmou, nesta segunda-feira (20/1), no Palácio da Alvorada, após retornar do Rio de Janeiro.
Não é só o governo que reconhece o desejo de Regina Duarte de participar de um projeto para o desenvolvimento da cultura nacional. Amigos da atriz confirmam que ela se despiu de vaidades e não tem ambição de ser ministra. “Não é algo que exige. Ela é super-humilde. Reconhece que não tem conhecimento em gestão pública, então, não vai ‘chegar chegando’”, explicou uma pessoa próxima. “O perfil vai ser de entender como funciona, ver quem são os players, quais são as áreas embaixo dela, quais as funções e quem são os parceiros com quem ela pode contar.”
O convite a Regina Duarte não foi o primeiro. Bolsonaro foi apresentado à atriz pela deputada federal Carla Zambelli (PSL-SP) ainda na campanha eleitoral.
No JN, Bonner lê nota que fala em suspensão se Regina Duarte aceitar cargo
O apresentador William Bonner leu ao vivo no Jornal Nacional desta segunda-feira (20) uma nota divulgada mais cedo pela Globo nota em que fala do convite para a atriz Regina Duarte assumir a secretaria de Cultura do governo Bolsonaro.
Na nota, a emissora diz que se a atriz de 72 anos aceitar o cargo terá que pedir “suspensão” da TV.









