Manaus | 28 de julho de 2026 | 20:10:48

Após denúncia do Radar Amazônico, Prefeitura de Iranduba afasta veterinário que matou cachorro, mas CRMV mantém registro ativo

O caso do veterinário Hermes Martin Melgar Saldarriaga, acusado de matar o cachorro comunitário Salomão com uma injeção letal diretamente no coração, gerou revolta em Iranduba (AM). O método utilizado — cloreto de potássio — é proibido há mais de uma década pelo Conselho Federal de Medicina Veterinária (CFMV).

Após a repercussão do caso, a Prefeitura de Iranduba anunciou, por meio do site Radar Amazônico, o afastamento preventivo do veterinário de suas funções no Centro de Controle de Zoonoses (CCZ), enquanto a Polícia Civil investiga o episódio.

O ato de crueldade foi presenciado por funcionários da Unidade Básica de Saúde Joana Miranda de Oliveira, que chegaram a passar mal diante da cena. Imagens registradas por moradores mostram o veterinário transportando o animal e, posteriormente, segurando o cadáver em um saco plástico.

Além desse episódio, Saldarriaga já havia sido denunciado por outros casos de maus-tratos, incluindo a morte de outro cachorro por enforcamento.

Apesar do afastamento determinado pela Prefeitura, o Conselho Regional de Medicina Veterinária do Amazonas (CRMV-AM) manteve o registro profissional do veterinário ativo, gerando revolta entre a população e protetores de animais, que cobram providências imediatas e responsabilização ética do profissional.

A omissão do CRMV-AM reforça a sensação de impunidade e levanta questionamentos sobre a fiscalização de profissionais que atuam no cuidado de animais no estado. Organizações de proteção animal afirmam que seguirão cobrando justiça e acompanhamento rigoroso do caso.

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