Manaus | 2 de agosto de 2026 | 23:37:40

Após contradições em depoimento Mauro Cid se apresenta ao STF nesta quinta

Nesta quinta feira (21),o ex-ajudante de ordens , tenente-coronel Mauro Cid, enfrenta o risco de perder os benefícios da delação premiada, durante uma audiência marcada para as 14h no Supremo Tribunal Federal (STF). Cid será interrogado pelo ministro Alexandre de Moraes, relator do inquérito sobre a suposta articulação de plano para impedir a posse do presidente Lula, após a Polícia Federal identificar omissões e contradições em seu depoimento prestado na terça-feira (19).

A audiência ocorre em um momento delicado para Cid, que, diante de familiares, demonstrou desânimo e chegou a chorar na véspera da sessão. Pessoas próximas ao ex-ajudante de ordens estão céticas quanto à sua capacidade de manter o acordo de delação premiada e avaliam que, caso a colaboração seja anulada, ele poderá ser preso ao final da audiência.

Embora o cancelamento da delação implique na perda dos benefícios da colaboração, as provas e informações fornecidas por Cid seguem válidas para o andamento da investigação. A audiência de hoje pode ser um dos últimos atos no inquérito que investiga Bolsonaro e seus aliados pela suposta articulação de plano para impedir a posse do presidente Lula, conforme antecipado pelo analista Caio Junqueira, que destacou a expectativa de que a Polícia Federal conclua as investigações ainda esta semana.

Em suas conversas com familiares, Mauro Cid tem afirmado que jamais soube de um plano para assassinar o presidente Luiz Inácio Lula da Silva, o vice-presidente Geraldo Alckmin e o ministro Alexandre de Moraes. Ele reafirma que seu conhecimento se limita às tentativas de manter Bolsonaro no poder, mas nega envolvimento em qualquer planejamento de assassinato. Cid, ainda segundo relatos, justifica que respondeu a todas as perguntas conforme a delação, e espera poder esclarecer o contexto das mensagens que, segundo a PF, indicam seu envolvimento em atividades ilegais.

Uma das principais evidências que pode comprometer a delação de Cid é a recuperação de mensagens em que ele supostamente sabia que o ministro Alexandre de Moraes estava sendo monitorado. Cid, em depoimento, alegou desconhecer que essa vigilância fosse ilegal, mas essa contradição pode ser crucial para a anulação de sua colaboração com a Justiça.

O procurador-geral da República, Paulo Gonet, também estará presente na audiência, acompanhando de perto os desdobramentos desse importante episódio da investigação.

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