Ex-ministro dos governos petistas teve pena por corrupção e lavagem de dinheiro reduzida em três anos.

Em outro julgamento, TRF-4 manteve a pena de 8 anos e dez meses de prisão para José Dirceu

Dois anos, dois meses depois de ser preso provisoriamente, em setembro de 2016, o ex-ministro Antonio Palocci ganhou o direito de cumprir sua pena de 12 anos, dois meses e 20 dias de prisão em casa, deixando na tarde desta quinta-feira (29) a carceragem da Polícia Federal em Curitiba para cumprir prisão domiciliar em regime semiaberto, benefício que recebeu da Justiça devido ao seu acordo de delação premiada.

Palocci saiu da PF por volta das 15h25 e ingressou no prédio da Justiça Federal do Paraná, onde será colocada sua tornozeleira eletrônica.

Por dois votos a um, os desembargadores da 8ª Turma do Tribunal Regional Federal 4 (TRF-4), de Porto alegre, deliberaram ainda pela redução de sua pena para nove anos e 10 meses de prisão após Palocci assinar um acordo de colaboração premiada — cuja divulgação em outubro, autorizada pelo então juiz Sérgio Moro, contribuiu para agitar o conturbado ambiente da eleição presidencial. O ex-ministro foi condenado em junho de 2017 por corrupção passiva e lavagem de dinheiro. Também nesta quarta-feira, o TRF-4 manteve a pena do ex-ministro José Dirceu em oito anos, dez meses e 28 dias de prisão por corrupção passiva e lavagem de dinheiro em ação no âmbito da Operação Lava Jato.

Nas proximidades da Superintendência da Polícia Federal, onde Palocci estava detido, a movimentação na Vigília Lula Livre no fim da manhã desta quinta era tranquila. Os apoiadores do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva, também preso no mesmo edifício, não organizaram qualquer manifestação contrária ao ex-ministro.

Ele poderá trabalhar durante o dia e fica obrigado a passar a noite e os fins de semana em sua residência.