Quinze anos após a morte de Eliza Samudio, sua mãe, Sônia Moura, recebeu da Justiça objetos pessoais da filha que estavam retidos como parte da investigação. Entre os itens entregues recentemente estão um par de sandálias, óculos e um computador que Sônia já havia retirado anteriormente, mas que ainda não teve forças para acessar.“Não estou emocionalmente preparada. Tem muita coisa dela ali: fotos, conversas, inclusive com o Bruno. Pedi para uma pessoa de confiança transferir tudo para um HD externo”, contou Sônia. Ela relatou que apenas a advogada teve acesso ao conteúdo e que, até agora, o neto Bruninho, filho de Eliza, também não demonstrou vontade de ver o material. “São memórias da mãe dele. Se ele quiser, não vejo problema.”Alguns objetos, como fraldas usadas por Bruninho, foram descartados a pedido de Sônia. Para ela, os pertences guardam valor sentimental inestimável, mesmo não tendo relevância jurídica.
A liberação oficial dos itens foi determinada no ano passado, mas a devolução só aconteceu agora, após localização completa do material. “Acredito que, com isso, a Justiça considera encerrado o processo”, comentou.
Bruninho, hoje com 15 anos, carrega não apenas o nome da mãe, mas também um pedaço de seu sonho: o jovem atua nas categorias de base do Botafogo e foi recentemente convocado para a Seleção Brasileira sub-15. “Ela dizia que teria um filho goleiro, ‘top dos tops’. E ele está realizando esse sonho com amor, dedicação e disciplina”, disse Sônia, orgulhosa.
Mesmo com a rotina puxada do neto, que acorda às 6h todos os dias para treinar, ela afirma que ele não reclama. “Ele faz porque ama o que faz. Isso também é parte da história que a Eliza deixou”, conclui.








