Faltando menos de 80 dias para a COP30, Belém ainda vê a confirmação de delegações internacionais andar a passos lentos. Dos 196 países previstos, apenas 47 confirmaram presença, e grande parte enfrenta dificuldades com o alto preço das hospedagens na cidade.
A pressão internacional sobre os custos levou a Organização das Nações Unidas (ONU) a solicitar que o Brasil subsidiasse parte da hospedagem para países em desenvolvimento. O governo brasileiro, no entanto, descartou usar recursos públicos e busca alternativas para oferecer apoio sem comprometer o orçamento.
Dos 47 países confirmados, 39 conseguiram hospedagem pela plataforma oficial do governo, enquanto oito fecharam acordos diretamente com hotéis, entre eles Egito, Espanha, Portugal, Japão e Noruega.
O secretário extraordinário da COP30, Valter Correia, explicou que existe disponibilidade de 33 mil quartos individuais, acima dos 24 mil solicitados pela ONU. O problema, segundo ele, é tornar os preços compatíveis com o poder aquisitivo das delegações. Atualmente, a menor diária na plataforma oficial é de US$ 350 mais de duas vezes o subsídio oferecido pela ONU, que gira em torno de US$ 140 para alimentação e hospedagem.
Enquanto o governo e a ONU buscam alternativas, a contagem regressiva continua, e o mundo acompanha de perto se a capital paraense conseguirá atrair todas as delegações prometidas para a maior conferência sobre clima do planeta.





