A luta pela proteção animal no Brasil alcançou uma conquista importante. A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) anunciou a adoção de um novo método de avaliação de segurança de medicamentos injetáveis e vacinas que dispensa o uso de animais. Conhecido como “teste de ativação de monócitos (mat)”, esse procedimento utiliza células humanas para substituir os tradicionais experimentos feitos em coelhos, que frequentemente eram submetidos a testes invasivos e dolorosos.
O mat avalia a presença de substâncias que podem causar febre, um indicador essencial de segurança para produtos injetáveis. Além de ser mais ético, o método é reconhecido por sua precisão e confiabilidade, refletindo melhor as respostas do organismo humano em comparação aos modelos animais.
A medida representa um marco significativo tanto para a ciência quanto para o movimento de proteção animal. Com essa iniciativa, milhares de animais serão poupados de experimentos desnecessários, reforçando o compromisso do Brasil com alternativas éticas e sustentáveis na pesquisa científica.
Organizações de proteção animal comemoraram a decisão como uma vitória histórica, enquanto especialistas em ciência destacaram o avanço tecnológico e o alinhamento do país com práticas internacionais que priorizam métodos substitutivos.
A anvisa informou que a implementação do mat é um passo alinhado com a agenda global de modernização científica e que continuará incentivando pesquisas e desenvolvimentos que eliminem, sempre que possível, a necessidade de testes em animais.





