A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) decidiu proibir a produção, importação e comercialização de substâncias químicas amplamente utilizadas em esmaltes em gel e produtos para alongamento de unhas no Brasil. A medida segue regulamentação adotada pela União Europeia, após estudos indicarem que esses compostos podem causar câncer, infertilidade e problemas hormonais.
Entre os ingredientes vetados estão os monômeros HEMA (hidroxietil metacrilato) e Di-HEMA TMHDC, presentes em esmaltes em gel, bases, primers e tipologias para construção de unhas artificiais. Pesquisas apontam que, além de alta capacidade alergênica, essas substâncias podem ser absorvidas pelo organismo e interferir no sistema reprodutivo e endócrino.
A decisão foi divulgada pela agência como parte de uma atualização das regras de segurança para cosméticos no país. A Anvisa informou que empresas terão prazo para se adequar, substituindo os componentes por alternativas consideradas seguras internacionalmente.
Especialistas em dermatologia explicam que, quando manipulados de forma incorreta ou com equipamentos inadequados — especialmente a luz UV usada para a secagem do gel — os riscos de danos aumentam. Reações alérgicas severas, queimaduras e sensibilidade crônica nas unhas também estão entre os efeitos observados.
O mercado brasileiro de alongamento e esmaltação em gel, que movimenta bilhões e emprega milhares de profissionais no setor da beleza, será diretamente impactado. Profissionais e salões deverão revisar produtos utilizados e fornecedores que cumpram os novos padrões regulatórios.
A Anvisa reforça que a medida é preventiva e visa reduzir a exposição da população a agentes químicos classificados como potencialmente perigosos, garantindo maior proteção à saúde das consumidoras.








