Nesta sexta-feira (22),a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) aprovou a atualização da composição das vacinas Spikevax, da farmacêutica Moderna, e Comirnaty, da Pfizer, ambas utilizadas no Brasil na prevenção da Covid-19. A principal alteração nas vacinas é a atualização da cepa do vírus utilizada na formulação, com o objetivo de melhorar a eficácia contra as variantes em circulação.
A decisão segue as diretrizes da Organização Mundial da Saúde (OMS), que recomenda a atualização periódica das vacinas para garantir a proteção contra as cepas emergentes. A OMS já havia publicado, em abril de 2024, a recomendação de adaptação dos imunizantes para a cepa JN.1, identificada como uma das variantes mais prevalentes.
De acordo com a Anvisa, a medida de atualizar as vacinas é alinhada com a prática utilizada na composição das vacinas contra a gripe, que também são reformuladas anualmente para abranger as cepas em circulação. A agência ressaltou que, enquanto o Brasil conta com três vacinas monovalentes aprovadas para a Covid-19, apenas a Spikevax e a Comirnaty solicitaram a atualização da composição.
Em setembro de 2024, a Anvisa priorizou a análise dos dados apresentados pelas fabricantes devido à inclusão dessas vacinas no Programa Nacional de Imunizações (PNI) do Ministério da Saúde, destacando a importância de manter a eficácia das vacinas disponíveis.
A indicação das vacinas permanece a mesma de seus registros originais: elas são recomendadas para indivíduos a partir de 6 meses de idade, com o esquema posológico variando conforme a idade do paciente, o produto administrado e o histórico de vacinação anterior.
A Anvisa orienta que as bulas das vacinas Spikevax e Comirnaty, com detalhes sobre as atualizações e orientações para o uso, sejam consultadas no Bulário Eletrônico da agência para mais informações.






