Manaus | 4 de junho de 2026 | 07:18:18

Amazonas libera “superpacote” de fim de ano e coloca R$ 1,4 bilhão na praça com maior abono da história para a educação

foto: Diego Peres - secom

O mês de dezembro ganhou novos contornos no Amazonas. Em um anúncio que mexe diretamente com a vida de 32 mil trabalhadores da Educação e com a economia do estado, o governador Wilson Lima confirmou o pagamento do maior abono Fundeb já realizado pela rede estadual. O depósito, agendado para 27 de dezembro, é apenas uma das peças de um pacote que também inclui progressões funcionais, antecipação da folha e pagamento da segunda parcela do 13º salário, uma combinação que coloca R$ 1,4 bilhão em circulação no período mais aquecido do comércio.

A divulgação antecipada, feita na manhã desta segunda-feira (1º), mira algo que vai além do anúncio financeiro: previsibilidade. Segundo Wilson Lima, dar tempo para que as famílias se organizem é também uma forma de reconhecimento.

“É uma honra participar do momento em que concedemos os maiores abonos de todos os tempos. Quando o profissional da educação é valorizado, o resultado aparece lá na ponta, transformando vidas”, afirmou o governador.

Quanto cada profissional vai receber

A distribuição do abono segue a carga horária de cada servidor:

20h semanais: R$ 5,5 mil

40h semanais: R$ 11 mil

60h semanais: R$ 16,5 mil

Administrativos (equivalente a 30h): R$ 8.250

Servidores do Cetam: R$ 5,5 mil

O pagamento aos servidores administrativos, categoria que inclui merendeiras, secretários escolares, serviços gerais e agentes de portaria, é uma conquista recente. Até 2020, esse grupo não recebia abono. Agora, atendendo pedido de sindicatos, o valor foi equiparado à carga de 30 horas.

Avanço na carreira: 23 mil progressões liberadas

Paralelamente ao abono, o governo anunciou a concessão de 23.293 progressões horizontais e verticais, movimento que corrige estagnações e incorpora ganhos permanentes à remuneração.

São 22.087 progressões horizontais, relacionadas a tempo de serviço e desempenho, e 1.206 progressões verticais, destinadas a professores e pedagogos que concluíram novas titulações. Pelo Plano de Cargos, Carreiras e Remuneração (PCCR), esses profissionais passam a receber percentuais adicionais de:

+12% para especialistas

+50% para mestres

+55% para doutores

Com essa rodada, o Governo do Amazonas zera todos os pedidos de progressão vertical acumulados até novembro de 2025, um gargalo histórico da rede estadual.

Medida amparada em análise fiscal

Wilson Lima destacou que o pacote só se tornou possível após meses de monitoramento financeiro da Educação. Reuniões periódicas da equipe econômica permitiram garantir o saldo exigido sem ultrapassar os limites da Lei de Responsabilidade Fiscal, ponto reforçado pelo governador diante das autoridades presentes.

Participaram do anúncio os deputados Cabo Maciel e Felipe Souza, a secretária de Educação Arlete Mendonça, o secretário da Fazenda Alex Del Giglio e representantes de entidades da categoria, incluindo a Avamseg.

Um fim de ano que se tornou símbolo

O conjunto de medidas marca mais um capítulo de uma sequência de anúncios voltados à valorização das carreiras públicas. Nas últimas semanas, o governo já havia divulgado reajustes e reestruturações para profissionais do Setor Primário, Segurança e Sistema Prisional. Em novembro, também avançou no PCCR e na Proteção Social de policiais e bombeiros.

Wilson Lima afirmou que novas discussões com outras categorias estão em andamento, e que o governo seguirá avaliando a capacidade fiscal do estado para futuros benefícios.

O “superpacote” apresentado nesta segunda-feira pode ter começado como um anúncio administrativo, mas terminou como um marco político: dezembro, no Amazonas, passou oficialmente a ter sua própria 13ª notícia de fim de ano.

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