Em uma década, o estado reduziu pela metade o número de casos detectados por ano
Esta é a menor taxa registrada pelo Amazonas nos últimos dez anos 10 anos (2009-2018) com dados consolidados pelo Ministério da Saúde, informou o secretário de Estado de Saúde, Rodrigo Tobias.
“Em 2009, por exemplo, a taxa do Amazonas era de 21,54. Os dados de 2019 ainda não foram consolidados pelo Ministério da Saúde. Mas o estado se manteve entre os dez com os menores índices”, informou Rodrigo Tobias. Segundo o secretário, o Amazonas já chegou a liderar o ranking de casos da doença.
Na região Norte, o Amazonas é o estado com a menor taxa. O Pará apresenta 30,44, Acre (15,79), Rondônia (40,63), Roraima (20,16), Amapá (13,41) e Tocantins (109.32).
A Secretaria de Estado de Saúde (Susam) e a Secretaria Municipal de Saúde (Semsa) promovem nesta terça-feira (07/01) a abertura da programação da campanha Janeiro Roxo, mês de conscientização sobre a hanseníase.
A partir das 8h, no Shopping Phelippe Daou, na zona Leste, a população terá acesso à consulta dermatológica e clínica geral. A programação de abertura inclui também os serviços de corte de cabelo, bandeiraço e distribuição de material educativo que serão oferecidos pelos órgãos estadual e municipal.
“A agenda de mobilização busca reforçar o compromisso de controlar, oferecer diagnóstico e tratamento corretos, além de difundir informações para combater o preconceito em torno da doença”, explicou o titular da Susam.
Fluxo de atendimento – A diretora técnica da Fundação Alfredo da Matta (Fuam), Lucilene Sales, explica que a unidade é referência no tratamento da doença e trata casos mais graves da doença. Segundo ela, as pessoas com os sintomas da hanseníase não precisam se deslocar até a Fuam, podem procurar a Unidade Básica de Saúde (UBS) mais próxima de sua residência para obter o diagnóstico e tratamento.
“A Atenção Básica está capacitada para diagnosticar e tratar a hanseníase. Então, os postos de saúde, as Unidades Básicas (UBS) também são porta de entrada desses casos. Assim como a Fuam, que trata os casos mais graves, mas também recebe e orienta os pacientes”, disse a médica dermatologista e diretora técnica da Fuam.
A orientação da especialista é que, ao apresentar sintomas como manchas claras ou vermelhas na pele com diminuição da sensibilidade, dormência e fraqueza nas mãos e nos pés, o paciente procure a UBS mais próxima. Os casos mais graves serão encaminhados pela própria UBS para atendimento na rede da Susam.
Mais programação – A Policlínica Codajás, no bairro Cachoeirinha, vai realizar um mutirão de consultas nos dias 14 e 15 de janeiro. Ao todo serão 80 consultas dermatológicas, divididas nos dois dias de mutirão.
Para ter acesso às consultas na policlínica, o paciente deve procurar a unidade previamente e passar por uma triagem com a equipe de enfermagem. As consultas serão com as dermatologistas Aline Grana e Camila Mendes, nos dias 14 e 15 respectivamente.
No dia 25, o bairro Colônia Antônio Aleixo recebe uma ação de saúde e cidadania com oferta de exames dermatológicos, consultas médicas, além de serviços como corte de cabelo e emissão de documentos. A ação acontecerá no Centro de Reabilitação Antônio Aleixo, na sede do Movimento de Reintegração das Pessoas Atingidas pela Hanseníase (Morhan) e na Escola Municipal Violeta de Matos Areosa.
No dia 31, a partir das 8h, acontece uma caminhada de sensibilização dos moradores sobre a hanseníase no bairro Colônia Antônio Aleixo, na zona leste. A caminhada iniciará no Lago do Aleixo, percorrerá as ruas do bairro e terminará em frente ao Hospital Geraldo da Rocha, na praça central da comunidade.
Durante o Janeiro Roxo, a Fuam estará com portas abertas para exames dermatológicos, e o prédio da unidade receberá iluminação na cor da campanha. A Fundação também enviou para os municípios materiais informativos para colaborar com a campanha.
Números – De acordo com o Boletim Epidemiológico de Hanseníase mais recente do Ministério da Saúde, nos últimos três anos foram registrados 1.333 casos da doença no Amazonas. Em 2018, o MS registrou 425 novos casos; em 2017, foram 460. Em 2019, até primeira quinzena de dezembro, o Sinan detectou no Amazonas 401 casos novos de hanseníase, o que representa uma redução de 12%, nos últimos três anos.
FOTOS: Julcemar Alves










