Manaus | 4 de junho de 2026 | 18:13:30

Alta na circulação do hMPV na China gera alerta para vírus respiratório

A China enfrenta um aumento preocupante nos casos de metapneumovírus humano (hMPV) nas últimas semanas, com a maior concentração de pacientes nas províncias do norte do país. Esse crescimento é motivo de preocupação, pois a temporada de inverno pode agravar a propagação de infecções respiratórias, como o hMPV. A doença tem afetado especialmente crianças menores de 14 anos. O surto foi identificado por meio de um sistema de monitoramento criado após a pandemia de Covid-19, com o objetivo de acompanhar doenças respiratórias com aumento inesperado durante o inverno e prever riscos pandêmicos.

O hMPV, identificado em 2001, pertence à família pneumoviridae, a mesma do vírus sincicial respiratório (VSR), além dos vírus causadores de sarampo e caxumba. Embora geralmente cause infecções leves, semelhantes ao resfriado comum, pode evoluir para quadros mais graves, como bronquiolite e pneumonia, principalmente em crianças, idosos e pessoas com o sistema imunológico comprometido.

Sintomas do hMPV

Os principais sintomas do hMPV incluem febre, tosse, congestão nasal e dificuldades respiratórias. Em casos graves, pode ser necessária internação hospitalar para suporte respiratório, embora não haja relatos de óbitos associados à doença. Assim como o VSR, o hMPV segue um padrão sazonal, sendo mais comum no inverno e início da primavera. Embora compartilhem sintomas como tosse e dificuldades respiratórias, há diferenças importantes entre os dois vírus.

O hMPV tende a ser menos comum e afeta mais idosos e pessoas com doenças crônicas, geralmente resultando em casos leves, enquanto o VSR afeta predominantemente crianças e pode causar complicações mais graves. Ambos os vírus são transmitidos por gotículas respiratórias, mas ainda não existem antivirais ou vacinas específicas para o hMPV, ao contrário do VSR.

O recente aumento de casos na China foi detectado por um sistema de monitoramento de pneumonias de origem desconhecida, implementado em 2024. Esse sistema também identificou surtos de gripe A, Mycoplasma pneumoniae e coronavírus, o que tem sobrecarregado o sistema hospitalar do país.

Até o momento, não há declarações oficiais de emergência por parte do governo chinês ou da Organização Mundial da Saúde (OMS). As medidas de resposta têm se concentrado em precauções preventivas, como o uso de máscaras, desinfecção de espaços públicos e distanciamento social, estratégias similares às adotadas durante a pandemia de Covid-19.

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