Após a decisão da Primeira Turma do Supremo Tribunal Federal (STF) que tornou Jair Bolsonaro réu por tentativa de golpe de Estado, aliados do ex-presidente descartam a possibilidade de uma prisão imediata. Segundo integrantes do núcleo mais próximo ao ex-mandatário, uma eventual detenção ou aplicação de medidas cautelares agora teria potencial para agravar a polarização política e desgastar ainda mais a imagem do Judiciário.
A avaliação, segundo fontes ouvidas pela CNN, é de que o julgamento no STF deve se prolongar, e não haveria interesse, por parte dos ministros da Corte, em estimular reações mais radicais da base bolsonarista. O ministro Alexandre de Moraes, relator do caso, também seria cauteloso nesse sentido, considerando o atual clima político.
Nas redes sociais e entre lideranças da direita, o tema voltou ao centro do debate desde a decisão da Suprema Corte. Bolsonaro, por sua vez, tem intensificado o discurso de que é vítima de perseguição política, uma narrativa que deve ganhar ainda mais força nos próximos meses, especialmente com o início de viagens programadas pelo país e encontros com apoiadores.
O líder da oposição no Senado, Rogério Marinho (PL-RN), também descarta a possibilidade de prisão e acredita que nem mesmo medidas como o uso de tornozeleira eletrônica devem ser aplicadas. Segundo ele, a reação seria desproporcional e apenas alimentaria a base bolsonarista.





