Manaus | 5 de agosto de 2026 | 19:32:53

Alerta nas prateleiras: Anvisa proíbe azeite, sal do Himalaia e “Chá do Milagre” por risco à saúde

foto ilustrativa. via: gettyimages

A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) publicou novas proibições que afetam diretamente produtos bastante consumidos no dia a dia dos brasileiros. Entre os itens barrados estão um azeite de oliva, lotes do sal do Himalaia e um chá conhecido como “Chá do Milagre”. A decisão veio após a constatação de irregularidades graves, que colocam em risco a saúde da população.

Azeite Ouro Negro fora das gôndolas

O azeite de oliva extravirgem da marca Ouro Negro teve sua venda, fabricação, importação, distribuição e até divulgação proibidas em todo o Brasil. A Anvisa classificou o produto como irregular, já que sua origem não foi comprovada e a empresa indicada no rótulo como importadora está com o CNPJ suspenso. Além disso, o azeite já havia sido desclassificado pelo Ministério da Agricultura, o que reforçou a necessidade de retirá-lo do mercado.

Sal do Himalaia com teor de iodo abaixo do permitido

Outro produto afetado foi o Sal do Himalaia moído (500g) da marca Kinino. Treze lotes diferentes foram retirados de circulação após testes indicarem teor de iodo abaixo do mínimo exigido por lei. O iodo é um nutriente essencial para o bom funcionamento da tireoide, e sua deficiência pode causar problemas como bócio e dificuldades no desenvolvimento de crianças e fetos.

A própria fabricante notificou o problema e iniciou o recolhimento voluntário. Agora, a Anvisa oficializou a suspensão dos lotes com validade até março de 2027.

“Chá do Milagre” também foi barrado

Já o popularmente chamado “Chá do Milagre”, também conhecido como “Pozinho do Milagre”, foi proibido após a Anvisa identificar irregularidades sérias. A composição do produto é desconhecida, a empresa responsável não foi identificada, e o chá vinha sendo promovido nas redes sociais com promessas de emagrecimento, tratamento de ansiedade, insônia e até câncer.

Segundo a Anvisa, produtos alimentícios não podem, por lei, alegar benefícios terapêuticos sem registro e comprovação científica. Por isso, a venda, fabricação, divulgação e o consumo também estão suspensos.

O que você deve fazer?

Não compre nem consuma os produtos mencionados.

Se tiver adquirido algum deles, interrompa o uso imediatamente.

Em caso de dúvidas ou suspeitas sobre produtos irregulares, entre em contato com a vigilância sanitária da sua cidade.

A medida reforça o cuidado com a saúde pública e a importância de verificar sempre a procedência dos alimentos e bebidas que levamos para casa. Produtos bonitos na embalagem ou com promessas milagrosas podem esconder sérios riscos.

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