O governo alemão adotou uma medida enérgica em sua contínua luta contra a extrema direita: o Ministério do Interior baniu a revista Compact nesta terça-feira (16). A publicação, conhecida por suas posições polêmicas, alcançou uma tiragem de 40.000 exemplares e foi acusada de ser um veículo para grupos de direita, incitando ódio contra minorias e minando a democracia parlamentar.
Além de suspender a distribuição da revista, o governo também estendeu a proibição à Conspect Film, uma subsidiária da Compact. A intensidade dessa campanha reflete uma resposta firme à crescente influência do partido Alternativa para a Alemanha (AfD) nas plataformas digitais.
“A revista é uma voz central da cena extremista de direita. Ela promove o ódio contra judeus, pessoas de origem migratória e nossa democracia parlamentar de maneira inaceitável”, declarou a ministra do Interior da Alemanha, Nancy Faeser.
A abordagem principal do governo tem sido proativa na identificação e desmantelamento das redes de disseminação e apoio a ideologias extremistas. Buscas em escritórios e residências de figuras-chave ligadas à revista em vários estados alemães exemplificam a determinação em interromper as operações e a influência desses grupos. A ministra Nancy Faeser sublinhou que o extremismo de direita representa atualmente a maior ameaça à segurança democrática na Alemanha.
O governo alemão, apoiado por suas agências de inteligência, continua vigilante e comprometido em conter e, eventualmente, eliminar a influência do extremismo de direita dentro das fronteiras do país.







