Manaus – Em uma cidade onde mais da metade da população depende de algum tipo de auxílio social, a chegada de um novo membro na família traz, além de alegria, desafios financeiros imediatos. Para tentar mitigar esse impacto, a Prefeitura de Manaus entregou, nesta terça-feira (3), mais 400 kits do programa Mãe Manauara, na sede da Semasc, no Centro.
A iniciativa, no entanto, busca se distanciar da imagem de uma “entrega isolada”. O projeto é um dos braços do programa estruturante Manaus por Você, que tenta amarrar as pontas entre assistência social, saúde e educação.
A rede por trás do kit
Diferente de doações pontuais, as gestantes beneficiadas pelo programa são selecionadas via CRAS (Centros de Referência de Assistência Social) e precisam cumprir o acompanhamento de pré-natal nas Unidades Básicas de Saúde (UBSs). O objetivo é garantir que a criança já nasça inserida na rede de proteção municipal.
“A prefeitura precisa cuidar do cidadão antes mesmo de ele nascer”, afirmou o prefeito David Almeida durante a solenidade, defendendo que a eficiência da assistência social depende de uma condução técnica e da escuta de especialistas da área.
O raio-X da vulnerabilidade em Manaus
Os números apresentados pela Secretaria Municipal da Mulher, Assistência Social e Cidadania (Semasc) revelam a magnitude do desafio na capital:
1,1 milhão de pessoas: Inscritas no Cadastro Único em Manaus.
Perfil: Famílias que dependem diretamente de políticas públicas para garantir direitos básicos.
Foco: Gestantes em situação de risco social e acompanhadas pelo Centro de Referência dos Direitos da Mulher.
Para o secretário da Semasc, Saullo Vianna, o kit bebê funciona como uma porta de entrada para uma dignidade mínima no momento do parto. “Levamos esse suporte para as mães que estão próximas de receber seus filhos e que, muitas vezes, não teriam o básico para os primeiros dias”, destacou.
Próximos Passos
O cronograma do “Mãe Manauara” prevê novas etapas de entrega ao longo de 2026. A meta da gestão é consolidar o fluxo de atendimento que começa na gestação e se estende até a inserção da criança na educação infantil e em programas nutricionais, tentando quebrar o ciclo de invisibilidade social de famílias periféricas.





