Manaus | 28 de julho de 2026 | 08:09:29

Águas de Manaus volta ao alvo por falhas no abastecimento: bairros sofrem com torneiras secas

A concessionária Águas de Manaus mais uma vez está no centro das críticas por causa das constantes interrupções no fornecimento de água em dezenas de bairros da capital amazonense. A situação se agravou na última semana, quando moradores de regiões como Grande Vitória, Jorge Teixeira, Petrópolis, Valparaíso, Zumbi I e II, Novo Aleixo, Lago Azul, Nova Cidade, Flores, Raiz e Viver Melhor 1 e 2 ficaram até quatro dias sem abastecimento.

Segundo denúncias feitas pelo vereador Rodrigo Guedes (Progressistas), a empresa tem desligado a rede de forma rotineira, quase sempre sem aviso prévio, sob a justificativa de “manutenções emergenciais”. O parlamentar exige que a Prefeitura de Manaus e a Agência Reguladora dos Serviços Públicos Delegados do Município (Ageman) fiscalizem e punam a concessionária pela precariedade do serviço.

Fiscalização e multas

A Ageman já aplicou multas expressivas contra a Águas de Manaus, incluindo um valor de R$ 637 mil pelo desabastecimento prolongado no conjunto Viver Melhor 1 e 2, no bairro Lago Azul, que afetou mais de 1.700 famílias. A Defensoria Pública do Estado também instaurou um procedimento coletivo para apurar falhas no abastecimento e no esgotamento sanitário, apontando descumprimento de compromissos assumidos em um Termo de Ajustamento de Gestão firmado em 2023.

Reclamações dos moradores

As queixas não param no desabastecimento. Moradores denunciam contas altas mesmo sem receber água regularmente e afirmam que os hidrômetros registram “ar” no lugar da água. Outros relatam cobranças de taxa de esgoto em locais que sequer possuem rede de coleta. Para muitos, a empresa não só falha na entrega do serviço essencial, como trata os consumidores com descaso.

A empresa e a população

Embora a concessionária alegue que vem realizando melhorias no sistema e que as interrupções decorrem de reparos técnicos, a população enfrenta o drama diário de conviver com torneiras secas. Em bairros da Zona Leste e da Zona Norte, famílias precisam armazenar água em baldes e caixas improvisadas para conseguir manter higiene, cozinhar e beber.

Conclusão

Com um serviço caro e falho, a Águas de Manaus acumula denúncias, multas e insatisfação popular. Para os moradores, o que deveria ser um direito básico virou rotina de sofrimento. E enquanto a Prefeitura e a Ageman não impõem soluções efetivas, a concessionária segue mal na fita com a população manauara.

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

Relacionados

Espaço Publicitário

Últimas postagens