Manaus | 24 de julho de 2026 | 15:51:46

Agosto Dourado:  A importância do aleitamento materno

A cor dourada simboliza o padrão ouro de qualidade do leite materno, considerado o alimento mais completo para os primeiros meses de vida. Rico em proteínas, vitaminas, gorduras, água e nutrientes essenciais, o leite materno é fundamental para o desenvolvimento saudável dos bebês. Em homenagem ao “Agosto Dourado”, uma campanha nacional de conscientização sobre a importância da amamentação, a Secretaria de Estado de Saúde do Amazonas (SES-AM) enfatiza o trabalho crucial realizado pelos Bancos de Leite Humano (BLHs) da rede pública em Manaus.

Os três BLHs instalados nas maternidades Ana Braga, Azilda Marreiro e Balbina Mestrinho coletaram, de janeiro a junho deste ano, 1.568 litros de leite materno, beneficiando 2.317 crianças prematuras. Comparado ao mesmo período do ano passado, houve um aumento na coleta, que totalizou 1.461 litros.

Os Bancos de Leite são responsáveis pela coleta, processamento e distribuição do leite materno em todo o Estado, operando em rede com outros 14 postos de coleta na capital e no interior. A secretária de Estado de Saúde, Nayara Maksoud, destaca a relevância da doação de leite materno para recém-nascidos prematuros e bebês de baixo peso internados nas Unidades de Terapia Intensiva Neonatal (Utins). No primeiro semestre de 2024, 303 mulheres contribuíram com doações.

“O Amazonas possui uma das maiores redes de doação de leite materno da região Norte. O leite humano é considerado o alimento mais completo para o recém-nascido e a melhor forma de garantir o bom crescimento e desenvolvimento dos bebês. Por isso, é crucial a doação e o trabalho das equipes dos três BLHs, que asseguram o atendimento da demanda no Estado”, reforça Maksoud.

As maternidades Ana Braga, Azilda Marreiro, onde funciona o BLH da Galileia, e Balbina Mestrinho, que abriga o BLH Fesinha Anzoategui, estão estrategicamente localizadas nas zonas Leste, Norte e Sul de Manaus.

A coordenação do BLH da maternidade Ana Braga, referência no Estado, explica que o leite materno, após ser coletado, passa por análises laboratoriais, pasteurização e controle de qualidade. Segundo a enfermeira Elizabeth Hardman, que coordena o setor, a sensibilização para a doação de leite começa ainda durante o pré-natal.

Para se tornar uma doadora, a mulher deve estar em boas condições de saúde, ter excesso de leite, não usar medicamentos que impeçam a doação e estar disposta a ordenhar e doar o excedente. “Além do trabalho nas maternidades, as mulheres que atendem aos critérios de doação devem procurar um dos bancos de leite para realizar o cadastro. Fazemos a análise e, semanalmente, realizamos a coleta do material para encaminhamento ao processo de doação”, explica Hardman.

A rede estadual de saúde conta com mais 14 postos de coleta espalhados pela capital e interior, abastecendo toda a rede de saúde onde há bebês prematuros ou de baixo peso. “Qualquer município que deseje implementar um posto de coleta pode entrar em contato para providenciarmos o treinamento da equipe e a regulação junto ao Ministério da Saúde”, pontua Hardman.

Para doar, as interessadas podem contatar os Bancos de Leite do Amazonas através dos seguintes números: BLH da Maternidade Ana Braga, pelo (92) 98197-1550; BLH Galileia, na Maternidade Azilda Marreiro, pelos números (92) 3643-5523 e 99170-5783; e o BLH Fesinha Anzoategui, na Maternidade Balbina Mestrinho, pelo número (92) 99339-0130.

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