O consumo de bebidas alcoólicas está diretamente associado ao aumento do risco de desenvolvimento de diversos tipos de câncer. Estudos indicam que, globalmente, mais de 741 mil novos casos da doença foram atribuídos ao consumo de álcool em 2020, representando 4,1% de todos os registros de câncer no mundo.
No Brasil, a situação também é preocupante. Em 2012, aproximadamente 17 mil novos casos de câncer (3,8% do total) e 9 mil óbitos pela doença (4,5% do total) foram atribuídos ao uso de bebidas alcoólicas no país.
O álcool está relacionado ao aumento do risco de cânceres em diversas partes do corpo, incluindo boca, faringe, laringe, esôfago, estômago, fígado, intestino (cólon e reto) e mama. Mesmo o consumo moderado pode ser prejudicial. Por exemplo, uma mulher que consome uma média de duas doses de álcool por dia tem um risco 8% maior de desenvolver câncer de mama em comparação com uma que consome apenas uma dose diária.
Além disso, a combinação de álcool e tabaco potencializa significativamente o risco de câncer, especialmente nos tumores de boca e esôfago. O álcool facilita a absorção de substâncias cancerígenas presentes no cigarro, aumentando a probabilidade de danos celulares.
Especialistas alertam que não existe um nível seguro de consumo de álcool quando se trata de prevenção ao câncer. A recomendação é evitar ou reduzir ao máximo a ingestão de bebidas alcoólicas como medida preventiva.
Diante desses dados, é fundamental que campanhas de conscientização sejam intensificadas para informar a população sobre os riscos associados ao consumo de álcool e promover hábitos de vida mais saudáveis.







