O jornalista norte-americano Michael Shellenberger revelou, nesta segunda-feira (4), novos documentos sigilosos que fazem parte do que ele chama de “Arquivos do 8 de Janeiro”. As informações apontam para a existência de uma suposta força-tarefa secreta, criada ilegalmente pelo ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), com o objetivo de prender manifestantes bolsonaristas com base apenas em postagens nas redes sociais.
A divulgação foi feita por meio do perfil oficial de Shellenberger na plataforma X (antigo Twitter), e levanta suspeitas de abuso de autoridade, violações de garantias constitucionais e possível motivação política por parte do magistrado.
Os principais pontos revelados:
- Relatórios confidenciais eram compartilhados entre os integrantes da força-tarefa via WhatsApp;
- Publicações em redes sociais serviram como base para justificar prisões preventivas;
- Advogados de defesa teriam sido impedidos de acessar as provas contra seus clientes;
- Dados biométricos teriam sido usados sem a devida autorização judicial.
O conteúdo reforça denúncias já apresentadas por juristas e parlamentares da oposição, que acusam o Supremo de utilizar o sistema judicial como instrumento para perseguir críticos do governo. Segundo Shellenberger, a suposta estrutura teria como finalidade sustentar a narrativa de tentativa de golpe no dia 8 de janeiro de 2023, atingindo diretamente o ex-presidente Jair Bolsonaro e seus aliados.
A revelação ocorre em meio à crescente pressão pelo impeachment de Alexandre de Moraes. De acordo com levantamento recente, ao menos 34 senadores já declararam apoio formal ao processo.
Até o momento, o STF não se pronunciou sobre as novas denúncias.





