Manaus | 6 de setembro de 2026 | 17:07:55

Terceiro grupo com 17 reféns é libertado pelo Hamas; cidadão russo foi acrescentado à lista

Em outro kibutz, o de Kfar Aza, viviam Chen Goldstein-Almog e três de seus quatro filhos: Agam, Gal, 11 e Tal. Enquanto eles foram levados para Gaza, o marido delas, Nadav Goldstein-Almog, e a filha mais velha, Yam, foram mortos. No mesmo kibutz mora Aviva Siegel, de 64 anos, libertada neste domingo. Ao contrário dos dias anteriores, os 13 reféns israelenses foram entregues através de uma passagem direta entre Gaza e Israel. Os demais transitaram pelo posto de Rafah, no Egito, por onde retornaram todos os reféns no sábado e na sexta-feira.

Os irmãos palestinos Qassam (esquerda) e Nasrallah (direita) se reencontram com seu pai Iyad Al-Awar depois de serem libertados de uma prisão israelense — Foto: AFP

Em troca dos reféns, Israel libertou 39 palestinos. Houve celebração em cidades como Ramallah e Beitunia, na Cisjordânia, onde forças de segurança israelenses entraram em confronto com a população local. Segundo a Cruz Vermelha Palestina, três adolescentes ficaram feridos, e duas crianças foram levados ao hospital depois de terem inalado gás lacrimogêneo. Ao contrário do primeiro dia de libertações, poucos dos que ganharam a liberdade quiseram conversar com a imprensa, com medo de represálias. Um deles, sem revelar a identidade, disse à Al Jazeera que todos foram mantidos em isolamento desde o início da guerra, uma denúncia repetida desde sexta-feira.

— Eu não quero ser identificado porque as autoridades israelenses nos ameaçaram antes de sermos libertados. Disseram para não falar nada, ou poderiam nos pegar de volta ou ferir nossas famílias — disse um dos prisioneiros soltos à Al Jazeera.

O acordo, anunciado na quarta-feira por meio da mediação do Catar, Estados Unidos e Egito, prevê a libertação de 50 reféns do Hamas em troca de 150 palestinos presos em Israel. Com o grupo deste domingo, 58 reféns foram soltos desde o início do cessar-fogo.

O texto contempla ainda uma trégua de quatro dias, proporcionando um alívio para os mais de dois milhões de habitantes da Faixa de Gaza, bombardeada e sitiada por Israel em resposta ao ataque do Hamas em 7 de outubro. Uma fonte próxima ao Hamas afirmou que o grupo terrorista está disposto a estender a trégua, que expira na segunda-feira, de “dois a quatro” dias. A ONU informou que 248 caminhões carregados com ajuda humanitária entraram na Faixa desde sexta-feira, onde 1,7 milhão de pessoas foram forçadas a deixar suas casas devido ao conflito.

Relacionados

Espaço Publicitário

Últimas postagens