A embaixada ucraniana em Brasília pediu que o Brasil não reconheça a independência das regiões separatistas de Donetsk e Luhansk.
Em conversa com jornalistas, o vice-presidente Hamilton Mourão (PRTB) opinou que acha difícil o reconhecimento, por parte do Brasil, das províncias separatistas estabelecidas na Ucrânia.
“Acho difícil isso, né [reconhecimento das províncias]? Não é da nossa visão de relações internacionais, porque a gente sempre advoga a soberania dos países. Essa questão de separatismo é algo complicado”, disse o militar.
Segundo ele, para haver uma separação dessa natureza, seria necessário um plebiscito ou um instrumento semelhante. “De modo que fosse manifestada por uma maioria etnica a vontade de se separar do país ao qual eles pertencem”, explicou Mourão.
Mourão ainda utilizou a Espanha como exemplo, que também passa por discussões territoriais com bascos e catalões, e disse que “isso não pode ser levado da forma como está sendo levado”.
Para o general, não há uma pré-disposição das potências ocidentais de levar “as coisas às últimas consequências”. “Julgo que a União Soviética, ela obtendo essa questão das separações da União Soviética e Rússia, obtendo a separação dessas provincias, terá atingido o seu objetivo estratégico”, opinou o vice-presidente.
Pedido da embaixada ucraniana
Em meio à tensão entre Ucrânia e a Rússia, a embaixada ucraniana em Brasília pediu que o governo brasileiro não reconheça a independência das regiões separatistas de Donetsk e Luhansk.
Na terça-feira (22/2), o encarregado de Negócios no Brasil, Anatoliy Tkach, fez um apelo e defendeu que o Brasil “condene a decisão russa” que reconheceu a independência das duas regiões.
“Esperamos que o governo do Brasil não reconheça essas pseudoentidades criadas pela Rússia. Que condene a decisão e apele ao lado russo para que retome as negociações em busca de uma solução política e diplomática do conflito”, frisou.
Fonte: Metrópoles








