O presidente do Paraguai, Santiago Peña, enfrenta uma grave crise política após o Congresso rejeitar sua renúncia e avançar com o processo de impeachment. O caso ganhou força após o colapso do Ueno Bank, instituição financeira que deixou milhões de clientes sem acesso às contas.
Na quinta-feira (5), Peña anunciou que deixaria a Presidência, alegando preocupação com a estabilidade do país. No entanto, a votação sobre sua renúncia foi suspensa após parlamentares governistas deixarem o plenário, impedindo que houvesse quórum para a decisão.
A Câmara dos Deputados aprovou por unanimidade a abertura do processo de impeachment, com 78 votos favoráveis. Nesta sexta-feira (6), o Senado retomou a análise do caso. Peña pediu mais 72 horas para preparar sua defesa, alegando que o prazo inicialmente concedido era insuficiente.
A crise está relacionada ao fechamento do Ueno Bank, que tinha aproximadamente três milhões de clientes e administrava cerca de US$ 850 milhões em depósitos públicos. A oposição acusa o presidente de possíveis conflitos de interesse e irregularidades relacionadas à instituição, da qual foi acionista até março de 2025.
O Ministério Público também abriu uma investigação criminal contra Peña. Caso seja destituído, ele poderá perder a condição de senador vitalício e a imunidade parlamentar associada ao cargo.
O Senado precisa de pelo menos 30 dos 45 votos para confirmar a destituição do presidente.






