perações realizadas por órgãos federais resultaram na destruição de 43 estruturas e equipamentos utilizados no garimpo ilegal em diferentes regiões do Amazonas. As ações ocorreram nos rios Madeira e Alto Solimões, com participação do Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama), da Polícia Federal (PF) e da Fundação Nacional dos Povos Indígenas (Funai).
Uma das operações foi a Hidra Dourada, realizada entre os dias 21 e 25 de setembro, no trecho do Rio Madeira entre Autazes e Novo Aripuanã. A ação conjunta da PF e do Ibama resultou na destruição de 22 dragas utilizadas na extração ilegal de ouro e cinco embarcações de apoio. Também foram realizadas 18 fiscalizações, com apreensão de materiais e registros de infrações.
Já no dia 30 de outubro, a Operação Aurum foi realizada nas proximidades do vilarejo de Santa Rita do Weill, em Tabatinga, na região do Alto Rio Solimões. Durante a fiscalização, as equipes inutilizaram oito dragas, sete estruturas conhecidas como motor-balsa e uma embarcação do tipo rabeta.
Além da destruição dos equipamentos, as ações buscam interromper a exploração mineral clandestina e reduzir os impactos ambientais provocados pelo garimpo, como alterações nos leitos dos rios e riscos de contaminação da água.
O combate à atividade também envolve investigações sobre a estrutura financeira e logística que sustenta o garimpo ilegal. Em outubro, a Polícia Federal deflagrou a Operação Navegação Paralela, que investiga um grupo suspeito de fornecer apoio logístico à atividade. Na ocasião, a Justiça Federal determinou o bloqueio de bens e valores superiores a R$ 35 milhões.
As operações integram as ações de fiscalização e enfrentamento aos crimes ambientais na Amazônia.






