O Sindicato das Empresas de Transporte de Passageiros do Estado do Amazonas (Sinetram) rebateu as declarações do governador Roberto Cidade sobre os pagamentos do Passe Livre Estudantil e voltou a cobrar uma solução para as pendências financeiras atribuídas ao Governo do Amazonas. Segundo a entidade, a dívida acumulada chega a R$ 279 milhões, sendo aproximadamente R$ 36 milhões necessários com urgência para evitar o agravamento da crise no transporte coletivo de Manaus.
De acordo com o sindicato, a falta de pagamento compromete a capacidade das empresas de manter o fornecimento das passagens gratuitas para estudantes da rede estadual. A entidade afirma que cerca de 44 mil alunos utilizam o benefício e que a suspensão de novas recargas foi mantida diante da falta de recursos para custear o serviço.
O Sinetram também afirmou que a Prefeitura de Manaus mantém em dia os repasses de sua responsabilidade, enquanto cobra do Governo do Estado a regularização dos valores pendentes. O sindicato defende que o pagamento é necessário para garantir a continuidade do serviço e evitar impactos ainda maiores para trabalhadores e passageiros.
O impasse ganhou força após Roberto Cidade afirmar que os pagamentos referentes a 2026 estão regularizados. Segundo o governador, o Estado já repassou R$ 27 milhões neste ano, incluindo uma transferência de R$ 3 milhões realizada em 23 de outubro. Ele sustenta que os valores cobrados pelo sindicato, referentes a 2025, estão sendo questionados na Justiça.
A divergência entre o Governo do Amazonas e o Sinetram envolve a forma de cálculo dos valores devidos e a quantidade de passagens efetivamente utilizadas pelos estudantes. Enquanto o sindicato defende a cobrança, o Executivo estadual questiona os números apresentados e afirma que faltam relatórios detalhados sobre a utilização do benefício.
Até o momento, não há acordo entre as partes. A suspensão de novas recargas atinge estudantes da rede estadual, enquanto os alunos da rede municipal continuam com o benefício, conforme informações divulgadas pela Prefeitura de Manaus.






