Manaus | 28 de outubro de 2026 | 15:48:44

Merenda vira jogo de responsabilidades em Parintins após protesto de estudantes

Prefeitura afirma que a alimentação da escola estadual é atribuição do Governo do Amazonas; alunos protestaram após ficarem sem café da manhã.

A falta de alimentação escolar provocou protesto de estudantes do Centro de Educação de Tempo Integral (CETI) Deputado Gláucio Gonçalves, em Parintins, na segunda-feira (26). Após a repercussão do caso, a Prefeitura de Parintins esclareceu que a responsabilidade pela unidade e pelo fornecimento da merenda é do Governo do Amazonas, por meio da Secretaria de Estado de Educação e Desporto Escolar (Seduc-AM).

A manifestação ocorreu dentro da escola, onde estudantes cobraram providências para garantir a alimentação durante a jornada de tempo integral. Segundo relatos divulgados pela imprensa local, o café da manhã não foi servido e o almoço precisou ser improvisado.

TRABALHADORES TERCEIRIZADOS TERIAM SALÁRIOS ATRASADOS

De acordo com informações divulgadas pelo Sindicato dos Trabalhadores em Educação do Estado do Amazonas (Sinteam), a interrupção no preparo das refeições estaria relacionada à paralisação de funcionários terceirizados que alegam falta de pagamento dos salários.

A situação afetou a rotina escolar e levou ao encerramento antecipado das aulas na segunda-feira. O sindicato cobrou providências da Seduc-AM para regularizar os pagamentos e garantir a continuidade do atendimento aos estudantes.

PREFEITURA ESCLARECE RESPONSABILIDADE

A Prefeitura de Parintins afirma que o CETI Deputado Gláucio Gonçalves pertence à rede estadual de ensino e que a responsabilidade pela alimentação escolar é do Governo do Amazonas. A manifestação ocorre em meio à cobrança por esclarecimentos sobre a interrupção das refeições.

Na Câmara Municipal, o vereador Julvan Medeiros apresentou o Requerimento nº 69/2026, solicitando esclarecimentos à Seduc-AM e ao Governo do Estado sobre a paralisação da merenda na unidade.

Até a publicação das reportagens consultadas, a Seduc-AM ainda não havia apresentado resposta aos veículos que procuraram a secretaria. O caso mantém a comunidade escolar à espera de providências para normalizar o fornecimento das refeições.

A alimentação é parte essencial da rotina dos estudantes em tempo integral, e a comunidade cobra uma solução para que a falta de refeições não prejudique as atividades escolares.

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