O condutor Moacir José Mendes de Albuquerque será submetido a julgamento pelo Tribunal do Júri, por decisão da Justiça do Amazonas. O processo está relacionado ao acidente de trânsito ocorrido em 19 de julho de 2026, na Avenida Djalma Batista, no bairro Flores, em Manaus, que terminou com a morte de Lucas Eduardo Cunha Trindade, de 29 anos.
Segundo as investigações, imagens de câmeras de segurança registraram o momento em que o Toyota Corolla preto, conduzido por Moacir, teria realizado uma mudança brusca de faixa. O veículo atingiu a lateral do BYD branco conduzido por Lucas.
Com o impacto, o jovem perdeu o controle do carro e colidiu contra a estrutura de uma passarela. Lucas morreu em decorrência do acidente.
O Ministério Público do Amazonas apontou indícios de que Moacir estaria dirigindo em alta velocidade, sob efeito de bebida alcoólica e teria deixado o local sem prestar socorro à vítima. Essas circunstâncias são apontadas na acusação e ainda serão analisadas no decorrer do processo.
Em depoimentos anteriores, Moacir declarou que faz uso de medicação controlada e afirmou não se lembrar da dinâmica nem de ter se envolvido no acidente.
O juiz Ian Andrezzo Dutra acolheu a manifestação do Ministério Público e entendeu que não poderia ser descartada, nesta fase, a hipótese de homicídio com dolo eventual, situação em que a acusação sustenta que o condutor teria assumido o risco de provocar a morte.
Com a decisão, o caso foi encaminhado para uma das Varas do Tribunal do Júri de Manaus, onde terá prosseguimento na Justiça.
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