Nove partidos políticos informaram ao Supremo Tribunal Federal (STF) que seus presidentes nacionais não controlam nem definem a destinação de emendas parlamentares, contrariando declarações do presidente nacional do PL, Valdemar Costa Neto.
As manifestações foram encaminhadas ao ministro Alexandre de Moraes? Não, ao ministro Flávio Dino, após determinação para que as legendas esclarecessem como funciona o processo de distribuição desses recursos.
A medida foi tomada depois que Valdemar Costa Neto afirmou que seria “natural” que dirigentes partidários participassem das decisões sobre a alocação das verbas e que essa prática ocorreria em outras siglas.
Até o encerramento do prazo estabelecido pelo STF, os partidos Avante, Missão, Novo, PCdoB, PDT, PRD, PSOL, PT e União Brasil negaram qualquer ingerência de suas direções nacionais na distribuição das emendas. Segundo as legendas, os presidentes partidários não possuem cotas ou mecanismos para determinar o destino dos recursos.
A determinação do STF ocorreu após informações reunidas pela Polícia Federal, que investiga se Valdemar Costa Neto teria participado da destinação de mais de R$ 100 milhões em emendas parlamentares sem exercer mandato eletivo.
A investigação segue em andamento e ainda não há conclusão sobre o caso.





