Manaus | 3 de junho de 2026 | 01:21:42

Gil Romero é condenado a 63 anos pelas mortes de Débora e do bebê Arthur em Manaus

A Justiça do Amazonas condenou, na madrugada desta segunda-feira (1º), Gil Romero Machado Batista a 63 anos, 7 meses e 19 dias de prisão em regime fechado pelas mortes de Débora da Silva Alves, de 18 anos, e do bebê Arthur, que ela esperava. O julgamento ocorreu no Fórum de Justiça Ministro Henoch Reis, em Manaus, após vários dias de debates entre acusação e defesa.

O Conselho de Sentença reconheceu a responsabilidade de Gil Romero pelos crimes de feminicídio, aborto provocado sem o consentimento da gestante e ocultação de cadáver. Os jurados também entenderam que o crime foi cometido mediante emboscada e com extrema crueldade, circunstâncias que contribuíram para o aumento da pena.

José Nílson Azevedo da Silva, apontado como participante do crime, também foi condenado. A pena fixada foi de 17 anos e 8 meses de prisão por homicídio qualificado por motivo torpe.

Segundo as investigações, Débora, que estava grávida de oito meses, desapareceu em julho de 2023. A acusação sustenta que ela foi atraída para uma área próxima à Usina Mauá, na zona leste de Manaus, onde foi assassinada. O caso gerou grande comoção pública devido à violência dos crimes e à morte do bebê Arthur.

De acordo com o Ministério Público, a motivação do crime estaria relacionada à tentativa de esconder a paternidade da criança e evitar que uma relação extraconjugal fosse descoberta. O caso passou a ser considerado um dos mais impactantes da história recente do Amazonas.

Após a sentença, familiares da vítima afirmaram que a condenação representa uma resposta da Justiça diante da gravidade do caso, embora a decisão não apague a dor pela perda de Débora e do bebê Arthur.

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