Presa durante a Operação Vérnix, deflagrada na última semana, a influenciadora e advogada Deolane Bezerra voltou ao centro das investigações após detalhes sobre os pais de seus filhos e supostas conexões com integrantes do Primeiro Comando da Capital (PCC) virem à tona.
Deolane é mãe de três filhos: Giliard, de 22 anos, Kayky, de 19, e Valentina, que completa 10 anos no próximo dia 30.
O filho mais velho, Giliard, foi adotado informalmente pela influenciadora quando ela tinha apenas 16 anos. Segundo relatos feitos por Deolane em entrevistas, o menino era vizinho de um restaurante administrado por sua mãe e acabou sendo acolhido por ela ainda criança.
O processo oficial de adoção foi iniciado apenas em 2022, quando Giliard já havia atingido a maioridade.
Já Kayky Bezerra, filho biológico da influenciadora, nasceu enquanto Deolane cursava a faculdade de Direito. O pai do jovem é Francisco Alberto Teixeira de Sousa.
A investigação também trouxe atenção para Diogenes Gomes Barros, apontado pela Polícia Civil como integrante do PCC e identificado como pai da filha caçula de Deolane, Valentina.
Segundo as apurações, Deolane teria atuado como advogada de Diogenes em um processo relacionado a roubo. Ele cumpriu pena em regime fechado até dezembro de 2014.
Os investigadores afirmam ainda que Deolane realizou visitas a Diogenes enquanto ele estava preso.
A prisão da influenciadora ocorreu após a Polícia Civil apontar suposta participação dela em um esquema de lavagem de dinheiro ligado ao PCC.
As investigações indicam que Everton de Souza, conhecido pelos apelidos “Player” e “Temer”, atuava como operador financeiro da facção e seria o elo central entre Deolane e empresas utilizadas para movimentações financeiras suspeitas.
Segundo a polícia, depósitos teriam sido realizados em contas ligadas à influenciadora por meio de empresas consideradas de fachada.
A defesa de Deolane nega envolvimento com organizações criminosas. O caso segue sob investigação.






