BRASÍLIA – O senador e pré-candidato à Presidência, Flávio Bolsonaro (PL-RJ), subiu o tom das críticas nesta sexta-feira (10), ao atual presidente, Luiz Inácio Lula da Silva (PT), afirmando que o petista não terá fôlego para buscar a reeleição. Para o parlamentar, o principal adversário é uma “mercadoria vencida”.
A declaração ocorreu em um momento em que a direita busca consolidar seus nomes no tabuleiro político. Segundo Flávio, enquanto o campo conservador apresenta diversas opções competitivas, a esquerda enfrenta um vazio de lideranças.
“Quem tem problema não é a direita, quem tem problema é a esquerda, que só tem um candidato, e horroroso. É a mercadoria vencida, um produto fadigado que é o Lula e não tem absolutamente ninguém que possa substituí-lo”, disparou o senador.
O “Alvo Comum” da Direita
Ao analisar nomes como Ronaldo Caiado (PSD), Romeu Zema (Novo) e Aldo Rebelo (DC), Flávio descartou o temor de uma pulverização de votos que pudesse beneficiar o PT. Para ele, existe um pacto implícito entre os pré-candidatos de direita: o foco total em derrotar o atual governo.
“Há uma convergência de todos para que o Brasil volte a prosperar. O primeiro passo é tirar o PT do governo. Acho que esse é o alinhamento principal que tem entre todos nós”, pontuou. Sobre o governador de Goiás, Ronaldo Caiado, Flávio manteve as portas abertas, apesar da candidatura independente do PSD, reforçando que gostaria de vê-lo “mais próximo”.
Cenário de Empate Técnico
As declarações de Flávio ganham peso diante dos números mais recentes. De acordo com levantamento da Meio/Ideia, Lula aparece com 40,4% das intenções de voto, seguido de perto por Flávio Bolsonaro, com 37%.
Considerando a margem de erro de 2,5 pontos percentuais, os dois principais nomes da disputa estão em empate técnico no cenário de primeiro turno. Esse equilíbrio é o que tem impulsionado a estratégia do PL em nacionalizar o debate e reforçar a imagem de Flávio como o herdeiro direto do espólio político de seu pai.





