AGUAÍ (SP) – Detalhes chocantes revelam que a morte de Joice Ariana da Cruz Oliveira, de 29 anos, não foi um episódio isolado, mas o desfecho trágico de um ciclo de violência. Assassinada com mais de 30 facadas pelo ex-namorado, Rafael Pereira dos Santos, de 38 anos, Joice já vivia sob a sombra do medo. Em entrevista, uma amiga da vítima revelou que as agressões eram constantes e que o agressor já havia chegado a ferir Joice na casa da própria mãe dela.
O Momento do Crime e a Tentativa de Socorro
O crime, ocorrido na Vila Seca, foi registrado por câmeras de segurança. As imagens mostram a brutalidade da perseguição. Joice tentou escapar de Rafael, que conduzia um caminhão Scania, mas foi alcançada e golpeada diversas vezes.
Uma amiga que acompanhava Joice no momento do ataque viveu cenas de horror e tentou, em um ato de desespero, evitar que o assassino escapasse. “Corri atrás dele para ele ser preso na hora”, relatou a testemunha, que preferiu manter o anonimato.
Apesar dos esforços da amiga e de um Guarda Civil Municipal que mora próximo ao local e ouviu os gritos, Joice não resistiu aos ferimentos e morreu antes da chegada do SAMU.
Um Histórico de Medo
De acordo com o relato da amiga, Rafael Pereira já havia demonstrado um comportamento extremamente violento anteriormente.
“Ela estava sentada no sofá, ele tacou o pau na cabeça dela. Ele sempre ameaçava ela”, desabafou a testemunha, reforçando que o agressor não aceitava o fim do relacionamento.
Prisão e Investigação
Rafael foi localizado horas depois pela Polícia Militar na Estrada do Morro Vermelho, na zona rural de Aguaí. No caminhão, ele estava acompanhado de sua atual companheira, que alegou não ter participado do crime. O homem foi preso em flagrante por feminicídio e a faca utilizada no crime foi apreendida.
O caso agora segue sob investigação da Polícia Civil, que utilizará as imagens das câmeras de segurança e os depoimentos das testemunhas para robustecer o inquérito. O assassinato de Joice reacende o debate sobre a eficácia das medidas de proteção e a importância da denúncia imediata em casos de ameaça e violência doméstica.
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