MANAUS – Se alguém duvidava que o tom de autoridade de Roberto Cidade na Assembleia Legislativa seria levado para a sede do Governo, a resposta veio logo nas primeiras horas desta segunda-feira (06). No primeiro dia oficial de “caneta na mão” após a posse histórica, Cidade não apenas ocupou o gabinete principal, como convocou todo o secretariado para deixar claro que a engrenagem do Estado vai girar sob sua vigilância.
O “QG” da Continuidade
A reunião no Palácio da Compensa teve um componente estratégico: a presença de Wilson Lima e Tadeu de Souza. Para quem vê de fora, pode parecer apenas cortesia, mas para o tabuleiro político, foi a materialização da união que Cidade pregou no Plenário.
Se no domingo ele avisou que a gestão seria de “trabalho e sem lambança”, na segunda ele mostrou como fará isso. Ao manter o secretariado de Wilson Lima, Cidade sinaliza que não haverá caça às bruxas, mas sim uma cobrança por resultados imediatos.
“Fiz questão de convidar o Wilson e o Tadeu para uma conversa madura. Precisamos estar unidos para manter a estabilidade. O foco é continuidade”, afirmou Cidade, baixando o tom da “mão de ferro” para o “perfil conciliador”, mas sem perder a postura de comando.
Estabilidade é a palavra de ordem
Durante a coletiva, o agora governador interino reforçou que seu estilo é o do diálogo, mas com respeito à competência técnica. Ao lado dos secretários, ele reafirmou os pilares que já havia desenhado em sua posse:
Manutenção da Governabilidade: Zero interrupção em projetos e obras.
Respeito Técnico: Valorização da equipe que já conhece os gargalos do Estado.
Transição Equilibrada: A presença dos ex-gestores serviu para “azeitar” a passagem de bastão, garantindo que o Amazonas não sinta o vácuo de poder.
O Endosso de Wilson Lima
Wilson Lima, que renunciou para seguir novos rumos políticos, fez questão de chancelar o sucessor. “Tomei uma decisão pensando na estabilidade. O governador Roberto é uma pessoa do diálogo e reúne as qualidades para conduzir o Estado”, declarou Lima, reforçando que a escolha de Cidade para a sucessão foi um movimento de responsabilidade, e não apenas de conveniência.
O que muda agora?
Com o primeiro dia de reuniões concluído, o recado de Roberto Cidade está dado. Ele troca o palanque da Aleam pela mesa de decisões do Executivo com a confiança de quem tem a maioria do Legislativo e a estrutura do Governo alinhadas.
A “mão de ferro” mencionada na posse agora se traduz em uma gestão de vigilância. Cidade assume como um interventor da própria coalizão, com a missão de provar que, sob seu comando, o Amazonas seguirá avançando, mas sob um novo e rigoroso padrão de cobrança.





