Manaus | 3 de junho de 2026 | 00:45:08

“Eu lutei pela minha vida”: Recepcionista relata terror após ser agredida por hóspede em Curitiba

CURITIBA (PR) – “Esse cara é um monstro. Eu tenho medo, eu quero justiça”. O desabafo emocionado é de Maria Niuzete Batista, recepcionista de um hotel na capital paranaense, que sobreviveu a um ataque brutal no último sábado (7). O agressor, identificado como Jhonathan Reynaldo dos Santos, de 24 anos, foi preso preventivamente após as câmeras de segurança registrarem o momento em que ele invade a área restrita para atacar a funcionária.

O crime, motivado pela recusa da vítima a uma investida de cunho sexual, expõe a vulnerabilidade de mulheres em seus postos de trabalho diante de comportamentos abusivos.

O “não” como estopim para a violência

De acordo com o depoimento de Maria à polícia nesta segunda-feira (9), o agressor passou a noite consumindo bebida alcoólica na recepção. Após ser orientado sobre as normas do hotel, Jhonathan tentou atrair a funcionária para o seu quarto, alegando que estava passando mal.

Diante da negativa de Maria, ele mudou o tom: “Eu não estou passando mal, na verdade estou a fim de você. Me dá um beijo”. Ao ouvir que a funcionária era comprometida e estava apenas trabalhando, o homem aguardou que ela se dirigisse ao banheiro para iniciar o ataque.

Momentos de horror

As imagens do circuito interno mostram o momento em que o pintor pula o balcão da recepção. Quando Maria saiu do banheiro, foi surpreendida por uma sequência de socos, chutes e um estrangulamento que a fez perder a consciência por alguns segundos.

“Ele começou a me enforcar. Eu dizia: ‘Moço, por favor, por que você está fazendo isso?’. Ele não falava nada”, relembrou a vítima, que só conseguiu escapar e pedir ajuda a vizinhos e outros hóspedes quando retomou os sentidos.

A defesa e a versão do agressor

Em audiência de custódia, Jhonathan alegou que estava sob efeito de álcool e drogas e que “não teve a intenção de matar”, justificando a agressão por não ter gostado de algo que a funcionária disse. A Justiça, porém, converteu a prisão em preventiva, entendendo que a brutalidade do ato configura tentativa de homicídio qualificado.

A defesa do acusado classificou o ocorrido como um “caso pontual”. No entanto, para Maria e para as autoridades que acompanham o caso, o episódio é um retrato nítido da violência de gênero, onde o exercício profissional de uma mulher é interrompido por um ato de força covarde.

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