Tomé-Açu (PA) – A pergunta que ecoa após a noite deste domingo (1º/3) no nordeste do Pará é apenas uma: até quando? O que deveria ser um relacionamento de confiança transformou-se em uma cena de horror quando o personal trainer Pedro do Nascimento Santana Júnior utilizou sua força física e técnica para desferir uma sequência brutal de cerca de 80 socos e chutes contra a própria namorada, de 31 anos.
Emboscada e Perseguição
O crime, ocorrido em Tomé-Açu, foi marcado por uma perseguição implacável. Segundo relatos de testemunhas à Polícia Militar, a vítima estava em um mototáxi quando foi interceptada pelo agressor. Pedro utilizou sua motocicleta como arma, colidindo intencionalmente contra o veículo onde a namorada estava.
Com a queda, a vítima ficou vulnerável na via pública, momento em que o personal trainer iniciou o espancamento. A brutalidade do ataque, estimada em dezenas de golpes concentrados, reflete a perversidade de um agressor que, por profissão, domina o conhecimento da força física.
Resgate e Estado de Saúde
Após o ataque, Pedro fugiu, deixando a mulher com ferimentos graves e lesões severas, especialmente no rosto. Devido à gravidade do quadro, a vítima foi transferida para o Hospital Metropolitano de Urgência e Emergência (HMUE), em Ananindeua, na Região Metropolitana de Belém. Até o momento, o estado de saúde detalhado não foi divulgado pela unidade.
Prisão e Investigação
A fuga do agressor terminou na manhã desta segunda-feira (2/3), quando as equipes da PM conseguiram localizá-lo e prendê-lo em flagrante. Pedro Santana Júnior foi encaminhado à Delegacia de Tomé-Açu, onde o caso foi registrado como tentativa de feminicídio.
Para as autoridades e para a comunidade local, o caso choca não apenas pela contagem dos golpes, mas pelo planejamento da emboscada. O uso da “técnica” de um profissional de educação física para desferir tamanha violência contra uma mulher indefesa reforça a necessidade de punições rigorosas para crimes de gênero.
Canais de Ajuda e Denúncia
A violência contra a mulher não pode ser ignorada. Se você presenciar ou for vítima de agressão, denuncie:
190: Polícia Militar (Emergência).
Ligue 180: Central de Atendimento à Mulher (Denúncia anônima).
Delegacias Especializadas (DEAM): Procure a unidade mais próxima para medidas protetivas.
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