CURITIBA – Um avanço científico brasileiro está redefinindo os limites da recuperação neurológica. O paranaense William Carboni Kerber, de 27 anos, ex-atleta profissional de vôlei que ficou tetraplégico após um acidente de carro, registrou seus primeiros movimentos voluntários no braço após uma intervenção experimental. O segredo por trás dessa evolução é a polilaminina, um composto recriado em laboratório que busca regenerar conexões nervosas perdidas.
A aplicação ocorreu no dia 21 de fevereiro e faz parte de uma pesquisa de ponta que estuda a proteína como tratamento para lesões medulares graves. A polilaminina funciona estimulando o sistema nervoso a reconstruir as “pontes” de comunicação celular que são interrompidas em casos de trauma na medula.
A mente por trás da inovação
A tecnologia foi desenvolvida pela professora Tatiana Coelho de Sampaio, pesquisadora que dedica anos ao estudo da regeneração neural. Segundo a cientista, os resultados observados em William são motivo de grande otimismo para a comunidade científica, embora o procedimento ainda esteja em fase inicial de testes clínicos para comprovar sua segurança e eficácia em larga escala.
Para William e sua família, o simples ato de mover o braço representa um horizonte de possibilidades que antes era considerado inexistente. O acompanhamento agora segue de forma rigorosa, servindo de base para o que pode ser uma das maiores descobertas da medicina regenerativa desta década.
Veja o vídeo clicando AQUI






